quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Viu um conteúdo falso no Facebook que se tornou viral? Saiba como denunciá-lo




Artigo de João Tomé para o Dn Insider, publicado em 11 de fevereiro de 2019.


Há muita informação na internet e há quem, em busca de likes, invente ou manipule conteúdos para conquistar popularidade nas redes sociais. Mas há uma forma de denunciar, eventualmente, complicar a vida aos prevaricadores.

A internet é um lugar estranho. Somos inundados como nunca por informação, por factos vários e por conteúdos que depressa se tornam virais e partilhados por milhares de pessoas. Mas, nem tudo é verdade. Há quem faça missão de enganar o máximo número de pessoas, sem apelo nem agravo, nas redes sociais, onde é fácil partilhar conteúdos que nos pareceram interessantes.

Há formas de perceber se um conteúdo tem ou não potencial de ser falso e a maioria tem tudo a ver com o bom senso. A primeira lição passa por perceber qual a origem do conteúdo. Se for de um indivíduo sem historial relevante há mais riscos de poder não ser verdadeiro. Da mesma forma que as notícias que sejam de meios de que nunca ouviu falar e que nunca lhe deram motivos para confiar, podem também ser as chamadas fake news.

Esta semana um conteúdo de um tal Nuno Folgado tornou-se viral evidenciando uma foto de um ator da série Walking Dead, como se fosse um homem em Guimarães com perda de memória. O autor do post público tenta usar o sentido de solidariedade de outras pessoas para que partilhem um conteúdo que é, ele próprio, falso. Até ao momento já mais de 31 mil pessoas partilharam a informação.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

As 12 coisas que precisa mesmo de apagar do seu Facebook



Com o passar dos anos, a quantidade de informações pessoais que ficam acumuladas nas redes sociais pode ser assustadora. Faça uma ‘limpeza’ ao seu Facebook. Saiba quais as 12 informações a retirar.

1. Data de aniversário
Se ao seu nome, juntar o seu endereço e ainda a sua data de nascimento, pode facilitar muito o trabalho de quem quer aceder à sua conta bancária e a outros detalhes pessoais.


2. Contacto telefónico | Ao disponibilizar o seu número de telemóvel na sua página do Facebook, está a correr alguns riscos. Pode ganhar um admirador educado ou, no pior dos cenários, pode ver a sua privacidade violada (por um stalker, por exemplo). 


3. Grande parte dos seus 'amigos' | Robin Dunbar, psicólogo, defende que cada ser humano consegue manter apenas 150 relações interpessoais estáveis. Acredita ainda que também apenas uma percentagem mínima dos amigos virtuais de cada utilizador será confiável e são poucos os que lhe vão demonstrar simpatia durante uma crise emocional. Apague os restantes da sua rede amigos virtuais, isso irá contribuir para uma interação online mais saudável.


4. Fotografias dos seus filhos ou de outras crianças da sua família | Defenda os interesses dos seus filhos. Pergunte-se sobre qual o tipo de informação que as crianças querem ver publicadas online, sobre si mesmas, no futuro.


5. A localização da escola dos seus filhos ou de outras crianças da sua família | A última coisa que quer é dar uma oportunidade para que um agressor sexual descubra qual a escola que o seu filho frequenta.


6. Serviços de localização | Em 2015, o TechCrunch, um website sobre tecnologia, afirma que 500 milhões de utilizadores acederam à sua página do Facebook exclusivamente através do seu smartphone, que dispõe de serviços de localização. Esse mesmo número de utilizadores potencialmente transmitiu a sua localização. Quer mesmo que todos saibam onde o podem encontrar?


7. O seu chefe | O Facebook é uma rede social onde as pessoas comunicam umas com as outras de uma forma, mais ou menos, informal. No mural de cada utilizador são publicadas fotos, partilhados vídeos e, por vezes, desabafos. Não se esqueça que, se não tomar as devidas providências, o seu chefe pode encontrar as suas publicações. Será que o seu superior pode ler as suas reclamações sobre o trabalho?

8. Pare de colocar a localização das suas publicações | Evite riscos e não divulgue o lugar onde tirou as suas fotos, vídeos e publicações. Por vezes, pode chegar a divulgar a sua morada, sem que seja essa a sua intenção, mesmo que coloque só a palavra "casa" no local destinado à localização da sua publicação.


9. O dia e o destino das suas férias | De acordo com o site financeiro This is Money, os turistas assaltados durante as suas férias podem correr o risco de não receber o montante do seguro, no caso de terem publicado o plano e o roteiro da sua viagem nas redes sociais.

10. O seu estado civil | Proteja a identidade do seu parceiro e a vossa privacidade. Pense que se voltar a ficar solteiro, alterar o estado civil na sua página do Facebook, pode ser algo doloroso.

11. Detalhes do seu cartão de crédito | Divulgar os dados do seu cartão de crédito no mural do seu Facebook não pode ser uma boa ideia, em nenhuma altura e em nenhum lugar do mundo. Apenas com alguns números qualquer pessoa pode fazer compras e transações online da sua conta bancária, deve por isso ser cuidadoso com os seus dados. Não publique fotos do seu cartão de crédito.


12. Fotografias do seu bilhete de avião | Não publique o seu cartão de embarque nas redes sociais. Evite expor as suas férias para o bem da sua privacidade e para evitar outros riscos. Já pensou que o código de barras do seu bilhete é único e através dele é possível aceder a informações exclusivas que forneceu à companhia aérea.


Fonte: DN Insider em 14 agosto 2018

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

PGR alerta que crianças praticam na Internet o que tecnicamente é crime

© PAULO NOVAIS - LUSA

Notícia publicada no Diário de Notícias em 5 de fevereiro de 2019.


Procuradora-geral da República diz que é preciso mais atenção sobre a interação das crianças com a internet.

As crianças que passam demasiado tempo na internet podem estar a praticar o que seria crime no caso de um adulto, alertou a Procuradoria-Geral da República, que lançou esta terça-feira um plano de prevenção e educação.

A procuradora-geral da República, Lucília Gago, disse aos jornalistas que esta é "uma área em expansão" a que os magistrados precisam de dar atenção e para isso vão ser formados para detetar casos em que crianças até aos 16 anos "não são imputáveis" apesar de cometerem "factos criminalmente relevantes".

No caso de crianças a que se aplicam medidas tutelares educativas, deve ser incluída "a educação para o direito", referiu a procuradora em declarações à margem do lançamento do Plano de Ação "Crianças e Crimes na Internet".

O responsável pelo gabinete cibercrime da Procuradoria, Pedro Verdelho, afirmou que, na conceção do Ministério Público, "as crianças continuam a ser vítimas", mas que a questão são "crianças que podem elas também praticar atos lesivos das outras pessoas".

Trata-se de atos que "se não fossem praticados por crianças, tecnicamente seriam crimes", como injúrias, ameaças, difamação e ameaças à integridade, um conjunto que se enquadra no ciberbullying.

"As crianças dominam a tecnologia, para o bem e para o mal" e é precisa "educação, antes de mais, na família e na escola", defendeu Pedro Verdelho.

O plano de ação lançado inclui formação para magistrados desde o verão até fevereiro do próximo ano e a produção de guiões para a investigação e para os tribunais de família e menores.

A responsável pelo gabinete da PGR para as crianças, Helena Gonçalves, reconheceu que a tendência atual não é atribuir sinais como abstinência escolar, isolamento ou queda inexplicável do rendimento escolar a consumos excessivos do 'online'.

Mas em situações em que são os dispositivos eletrónicos a ocupar espaço na família, casos de dependência da internet são uma realidade que "veio para ficar", garantiu.

Ansiedade, sintomas de abstinência, agressividade, distúrbios de sono são consequências desse comportamento, indicador de "uma dependência sem substância".

"O importante é não ignorar", afirmou.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Por Uma Internet Melhor? Para Quem?!



Artigo de opinião de Tito de Morais, publicado no site TEK, em 5 de fevereiro de 2019.


Segundo um estudo global publicado na primeira semana de Dezembro de 2018, a legislação Portuguesa sobre materiais de abuso sexual de crianças é das piores da União Europeia. Pior, só mesmo a Lituânia. E nos países que integram a CPLP, estamos ao nível de São Tomé e Príncipe. Pior só mesmo a Guiné Bissau e a Guiné Equatorial.


O International Centre for Missing & Exploited Children (ICMEC) publicou a 9ª edição do seu estudo longitudinal “Child Sexual Abuse Material: Model Legislation & Global Review”. Este avalia o desempenho de 196 países – entre os quais Portugal - com base nos 5 critérios recomendados na legislação modelo proposta pelo ICMEC, procurando verificar se:
  • existe legislação específica sobre material de abuso sexual de crianças;
  • a legislação fornece uma definição de material de abuso sexual de crianças;
  • a legislação criminaliza as ofensas no domínio do material de abuso sexual de crianças cometidas por via das tecnologias;
  • a legislação criminaliza a posse consciente de material de abuso sexual de crianças, independentemente da intenção de distribuir;
  • a legislação exige que os fornecedores de serviços Internet reportem suspeitas de material de abuso sexual de crianças a forças policiais ou outras especialmente mandatadas.

A legislação modelo proposta pelo ICMEC consiste ainda de 13 tópicos / provisões fundamentais que são essenciais para uma estratégia legislativa abrangente para combater o material de abuso sexual de crianças e divide-se em cinco partes: (1) Definições; (2) Ofensas; (3) Relatórios Obrigatórios; (4) Responsabilidade da Indústria; e (5) Penas e Sanções.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Dia da Internet mais Segura: hoje o dia é dedicado à segurança e aos direitos humanos



Artigo publicado no site Sapo TEK, em 5 de fevereiro de 2019.


A data é assinalada um pouco por todo o mundo com atividades em mais de 140 países. Em Portugal o Centro Internet Segura coordena várias iniciativas, mas há atividades para todos os gostos distribuídas pelo país.

A data do Safer Internet Day, ou Dia da Internet mais segura, é assinalada todos o s anos a 5 de fevereiro com programas vários destinados à sensibilização para o tema da segurança, com um foco bastante marcado nas populações mais vulneráveis, especialmente as crianças mas também os séniores.

Este ano o tema escolhido é “Online pelos Direitos Humanos”, e uma das iniciativas centrais vai decorrer na Madeira, num evento aberto ao público no Funchal, na Reitoria da Universidade da Madeira. O programa tem apresentações e debates mas também a apresentação da peça de teatro “ID, A tua Marca na NET 2.0”.

Durante o evento, serão entregues os Prémios "Selos Segurança Digital”, que certificam as Escolas ou Agrupamentos escolares no âmbito da melhoria da segurança digital, e os prémios "Desafios SeguraNet”, que distinguem Escolas do ensino básico que respondem a vários desafios lançados ao longo do ano letivo sobre temas ligados à cidadania digital.

O Centro Internet Segura vai ainda divulgar os vencedores do Passatempo “#jovemMaiseguronanet”, que desafiou jovens a criarem cartazes originais que alertam para o uso responsável da internet.

A divugação de temas de segurança vai estender-se durante o mês de fevereiro e está ainda previsto o lançamento da série “Zig Zaga na Net”, um projeto de 30 episódios de conteúdo áudio sobre cidadania digital que será emitido na Rádio Online ZigZag. Este é uma nova ferramenta produzida pelo Centro Internet Segura da FCT em parceria com o Centro SeguraNet da DGE — Direção-Geral da Educação do Ministério da Educação, no contexto das suas atividades de prevenção para uso responsável da internet.

A DECO também se junta a este movimento e com a Google está a promover a segunda edição da campanha NET Viva e Segura que pretende ajudar os jovens a navegar online de forma mais segura. A linguagem é muito próxima da dos jovens e aborda os temas da privacidade, com conselhos e recomendações sobre as formas como podem proteger-se.

A próxima conferência Net Viva e segura realiza-se a 7 de fevereiro no Porto.

Hoje assinala-se o Dia da Internet mais Segura, mas ainda há muito desconhecimento e indiferença sobre os riscos e ameaças que estão à espreita durante a navegação online. Ao longo do dia, o SAPO TEK tem diversos artigos sobre a temática, entre os comportamentos dos portugueses, dicas para aumentar a segurança online e diversos relatos de especialistas. Acompanhe todos os artigos sobre o Dia da Internet mas Segura aqui.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Os ecrãs impedem os jovens de desenvolver empatia. E as sociedades tornam-se "brutais"

Photo by Steinar Engeland on Unsplash


Artigo de Alexandra Prado Coelho para o Público, publicado em 2 de Fevereiro de 2019.

A resiliência constrói-se. Num ambiente de segurança, o cérebro de alguém que sofreu um trauma regenera-se “muito mais rapidamente do que imaginamos”. Mas, atenção, avisa o psiquiatra Boris Cyrulnik, uma criança que cresce a olhar para ecrãs não consegue desenvolver empatia.


A nossa capacidade de resistência à adversidade – a chamada resiliência – não está inscrita nos genes. Não nascemos com uma determinada predisposição, antes somos moldados pelo ambiente desde o útero materno e pela vida fora, e é isso que nos torna mais ou menos resilientes.

O defensor desta ideia, o neuropsiquiatra francês Boris Cyrulnik – que esteve em Portugal esta semana para fazer uma conferência na Noite das Ideias, iniciativa da Embaixada de França e do Instituto Francês, dia 31 de Janeiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – sabe do que fala. Ele próprio é um exemplo de resiliência e tornou-a o tema principal das suas pesquisas e do seu trabalho de toda a vida.

Hoje com 81 anos, este sobrevivente do Holocausto tem trabalhado com pessoas, sobretudo crianças e jovens, que passaram por situações traumáticas. “A resiliência”, diz, “é uma construção constante, é um fenómeno de desenvolvimento e nós desenvolvemo-nos o tempo todo, a nível biológico, psicológico, afectivo, social.” E acrescenta, com um sorriso de garoto: “Só paramos de nos desenvolver aos 120 anos. Depois disso, é possível, mas é difícil.”

Muito do processo de regeneração de um cérebro que sofreu um trauma passa pela segurança mas também pela empatia com os outros. Ora, actualmente, com a presença constante da tecnologia nas nossas vidas, é precisamente a capacidade de criação de empatia que começa a estar em risco. E que consequências isso tem para uma sociedade?

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Empresário de 70 anos criou 11 perfis falsos no Facebook para abusar menores

RITCHIE B. TONGO-EPA


Notícia do Observador, publicada em 24 de janeiro de 2019.


Empresário, hoje com 70 anos, residia no Porto e procurava jovens residentes em África ou asiáticos. Oferecia-lhes dinheiro em troca de fotografias íntimas. Já foi detido pela Judiciária.

Fazia-se passar por adolescente, apesar de já ter 70 anos. Um empresário do Porto, detido pela Judiciária em 2017 e cujo julgamento começará em breve no Tribunal de São João Novo, criou 11 perfis falsos no Facebook para abusar de menores. O homem procurava essencialmente jovens de origem africana ou asiática, entre os 10 e os 16 anos, e prometia-lhes dinheiro e presentes a troco de fotografias íntimas. A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias.

Os factos, de acordo com a acusação do Ministério Público, remontam a 2012, ano em que o empresário do Norte começou a abordar menores na rede social, comportamento que manteve até 2017, quando foi detido pela PJ.

Luís Manuel, José Manuel, Filipo Gomez, Nani Durão, Francisca Chica ou Rita João eram alguns dos perfis que o septuagenário usava, apresentando-se sempre como adolescente.

Está agora acusado de 16 crimes de pornografia infantil e 3 de abuso sexual de menores. No momento da sua detenção, a Polícia Judiciária descobriu cerca de 5 mil ficheiros de vídeos e imagens de pornografia infantil num telemóvel e cartão de memória.

Para além de enviar fotografias aos jovens de outros adolescentes sem roupa, também os instruía sobre a melhor forma de tirarem fotos íntimas a si próprios para depois lhe serem enviadas.