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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Depois do “Baleia Azul”, desafio sinistro “Momo” chegou este ano a Portugal



Artigo de Marta Leite Ferreira para o Observador, em 10 de Novembro de 2018.

Uma pessoa aderiu este ano ao desafio viral Momo. É o primeiro caso do jogo registado em Portugal, depois do Baleia Azul. Lá fora, vários casos terminaram em suicídio por enforcamento.

Foi registado um caso de adesão ao desafio online Momo em Portugal, confirmou ao Jornal de Notícias o Comando Territorial de Coimbra da Guarda Nacional Republicana (GNR). “Momo” é um nome de uma figura sinistra que envia conteúdos violentos a jovens através do WhatsApp e do jogo Minecraft. Este é o primeiro registo desse jogo em Portugal e é tornado público quatro meses depois de a Polícia de Segurança Pública (PSP) ter alertado para este desafio, que no estrangeiro já foi responsável por vários suicídios.

O desafio começa quando alguém adiciona um determinado contacto, que começa com o indicativo +81, à agenda do telemóvel. Nesse momento, a pessoa recebe imediatamente a fotografia de uma mulher com olhos esbugalhados, pele pálida e sorriso rasgado chamada Momo. Essa personagem representa uma escultura de mulher-pássaro que esteve em exposição numa galeria japonesa em 2016.
Depois, a vítima começa a receber imagens violentas e ameaças dirigidas a ela e à família. A seguir, Momo desafia os atingidos a suicidarem-se. De acordo com as explicações da PSP ao Jornal de Notícias, os primeiros registos do desafio foram reportados na Rússia, mas rapidamente expandiram para o México, Colômbia, Brasil, Argentina e França. Há casos de adolescentes que cederam ao desafio e se suicidaram, quase todos por enforcamento. Agora, o caso é registado em Portugal pela primeira vez. As autoridades não quiseram dar pormenores.
Este é o desafio viral que substituiu a Baleia Azul, outro jogo em que a vítima era persuadida a completar várias metas, a última das quais o suicídio. Ao Jornal de Notícias, a PSP afirmou que houve dois casos de Baleia Azul em Portugal ao longo deste ano, ambas na área do Comando de Lisboa. Em setembro, uma rapariga de 9 anos caiu de um segundo andar em Sintra e as autoridades encontraram indícios de que ela estava dentro do jogo Baleia Azul. A Polícia Judiciária está a investigar o caso.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Momo é o novo desafio que pode colocar em risco crianças e adolescentes



Artigo de Jorge Freire para o blog Nerd Pai, publicado em 24 de julho de 2018.


Ontem, o Padawan e seu amigo, começaram a ver um youtuber que eu nunca tinha visto em toda minha vida. Nessa hora meu sentido de aranha apitou, parei o que estava fazendo e prestei atenção no que o moleque estava falando no vídeo.

Ele estava mostrando um novo desafio online chamado Momo. Esse desafio consiste em adicionar, no WhatsApp, um contato com o suposto número do Momo e aí iniciar uma conversa. Fotos e videos perturbadores são enviados pelo Momo.

O tal do Momo usa a imagem de uma estátua que fica em Vanilla Gallery em Tóquio, Japão e é bem parecida com a Samara Morgan, do filme "O Chamado":





Segundo o CyberHandbook , somente no Brasil 62 milhões de pessoas foram vítimas de cibercrimes em 2017, o que representa 61% da população adulta com acesso à internet. Entre crianças e adolescentes, esse número aumenta: Cerca de 80% dos pais não têm ideia dos conteúdos acessados pelos filhos diariamente na internet, o que os coloca em uma posição vulnerável.

Aqui entra o que eu SEMPRE falo em todos as minhas redes: Os pais tem o DEVER de monitorar o que seus Padawans estão fazendo nas redes sociais. Não podemos usar a TV, smartphone, computadores e tablets como babás. O monitoramento tem de ser contínuo, pois só assim podemos previnir problemas.

Converse com o seu Padawan. Pergunte se ele conhece esse desafio do Momo. Crie um canal de comunicação com ele pois, só assim, podemos evitar que o mal entre em nossas casas.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Professores e alunos devem ser amigos nas redes sociais?

REUTERS

Artigo de Joana Capucho para o jornal Público, em 1 de maio de 2018.


Há professores com alunos amigos no Facebook. Psicólogos, pais e diretores alertam para risco ético

"Os estudantes são muito dependentes do telemóvel. Por isso, as redes sociais podem ser úteis como instrumento de trabalho. Nunca tive nenhum problema." Filipe Carvalho, professor de Educação Física, de 40 anos, usa o WhatsApp para comunicar com os alunos da sua direção de turma, bem como com a equipa do Desporto Escolar. "Tenho quase todos os alunos no Facebook. Começámos por comunicar num grupo fechado, mas eles agora aderem mais ao WhatsApp", conta ao DN.

Na rede criada por Mark Zuckerberg, o professor, a dar aulas no ensino secundário em Elvas, não publica nada que lhe "possa trazer desvantagens caso os alunos vejam". Pelo contrário, faz "publicações relacionadas com o desporto, precisamente para que vejam e se motivem". Já na aplicação de troca de mensagens, alerta para coisas importantes como datas de exames, alterações de salas ou reuniões com os pais. "A informação circula mais facilmente", explica.

Esta é uma questão que foi recentemente abordada por Alexandre Henriques, professor, pai e autor do blogue Com Regras. "Quando publiquei o artigo sobre o tema ["Devem os professores ter alunos no seu Facebook?"], percebi que a maioria dos professores não abre a porta da sua "casa". Tem de haver um certo resguardo. Mas há quem contacte os alunos por WhatsApp, por exemplo." No seu caso, adianta, só estabelece amizade com ex-alunos. Vê como principais perigos o contacto pós-laboral, questões sobre as notas e deturpações das partilhas ou comentários dos docentes.


Na opinião de Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a conexão nas redes sociais "não acrescenta nada à relação professor-aluno". É algo que não recomenda, contudo, sublinha, "é uma questão que deve ficar ao critério da consciência de cada professor". Caso este considere que há benefícios, "deve usar da equidade no tratamento, ou seja, aceitar os pedidos de todos os alunos".

"Não é uma ideia muito feliz"

Admitindo que pode ser "conservador" e que nunca pensou muito sobre o assunto, Rui Canário, especialista em ciências da educação, diz que não é "absolutamente contra" a relação de amizade entre professores e alunos no Facebook, mas atendendo "ao papel dos professores e às pinças com que é preciso lidar com a utilização das redes sociais," não considera "que seja uma ideia muito feliz".

Ao DN, o professor aposentado explica que os docentes "devem manter uma certa reserva, não na utilização das redes sociais mas na relação direta com os alunos". Isto permite, segundo o mesmo, "que o professor tenha uma atitude mais interventiva para ajudar os alunos a lidarem com sensatez com as redes sociais". Defende, ainda, que não se devem relacionar como se estivessem no mesmo patamar.

Cuidado e cautela são também palavras-chave para os pais. "O professor tem de avaliar com cuidado esse tipo de amizades. Nada o proíbe, mas é preciso cuidado com o que se publica nas redes sociais", diz Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. Na opinião do representante, "não é nada aconselhável usar esses meios para fazer comunicações".

Já Fátima Pinho, presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Básico e Secundário, considera que "a "amizade" entre professores e alunos nas redes sociais é tão válida como a amizade existente em contexto escolar". Destaca que há uma "facilidade na comunicação", mas reconhece que pode levar "a uma diferenciação no tratamento/respeito dos alunos pelos professores e vice-versa".

Embora só tenha no Facebook ex-alunos, Alexandre Henriques reconhece que as redes sociais também podem ter benefícios na relação com os mais jovens: "Se os professores estiverem mais próximos, leva a uma maior afinidade e empatia, o que é salutar para o processo de aprendizagem."

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os adolescentes multifunções, por Eduardo Sá

Texto de Eduardo Sá, publicado no seu blogue.

Photo by Erik Lucatero on Unsplash

Os adolescentes multifunções


Aliás, nada lhes resiste.

Eu acho graça - reconheço - aos “adolescentes multifunções”. Aqueles que só conseguem estudar enquanto ouvem música. Com “phones”, de preferência, para que a qualidade do som “bata” um pouco  melhor na cabeça. E que colocam o telemóvel numa espécie de espreguiçadeira, bem ao lado do manual sobre o qual se debruçam, e saltitam - vigilantes - entre um parágrafo e outro, e uma mensagem acabada de chegar (que, entretanto, se intrometeu entre o livro e o seu olhar). E param e respondem-lhe. E retomam o estudo. E param “por um minuto” mais, só para darem uma espreitadela no WhatsApp. E sublinham, logo a seguir, cheios de motivação e com primor, num tom berrante ou fluorescente, uma próxima frase. E param. Porque alguém através do Instagram, acaba de partilhar uma story divertida. E, à cautela, carregam no estudo e nos sublinhados e vão, logo a seguir, dos sublinhados aos resumos - geralmente, longos e minuciosos - para que não haja como um qualquer pormenor daquilo que se “estudou” lhes possa fugir. E param. Porque alguém lhes manda um toque e mensagem. E liga, a seguir, e cochicha, por breves segundos (porque aqui não há cedências quando se trabalha...), sobre uma coscuvilhice “fundamental” para a formação duma pessoa. E, depois de, primorosamente, elaborado - a duas cores! - sublinham quase todo o resumo. Mas, param, logo depois. Para trocarem de música. Ou para “darem um saltinho” até ao YouTube. Riem-se, como não podia deixar de ser, com uns tipos que “são uns palhaços”. Claro! Mas estudar cansa, não há como negá-lo. E param. Para lanchar. E para reporem a glicose e para respirarem. E para darem ao oxigénio um novo furor que ponha a cabeça a trabalhar. No entretanto, passam os dedos pelo telefone e sintonizam-se com uma série. E, ficam “agarrados” a ela. Mas vêem “só” um episódio. Só um. E os primeiros segundos aquele que vem a seguir, vá lá, depois da respectiva contagem decrescente, evidentemente. E, quando dão conta - upps!.... - reparam que não só já viram o segundo como, sem que percebam porque,  já vão a meio do terceiro. Mas porque uma pessoa é de partilhar, trocam “duas mensagens” sobre um dos protagonistas ou sobre a reviravolta, imprevisível até para os corações mais respaldados, na história, que os torna vibrantes e “remexidos”, por dentro. E voltam ao resumo. E trincam o pão que, entretanto, resistiu aos últimos desenvolvimentos da série, até porque o lanche tem um ritual que faz com que não consigam estar atentos a uma história, beber um gole de leite, trincar e mastigar. Tudo, mas tudo ao mesmo tempo. E olham para o relógio e (Oh!) Sao horas de ir ao ginásio. Deixam as coisas desarrumadas e o pão que sobrou, capitulado, junto ao copo, vazio, no chão, primorosamente aconchegado ao pé da mesa da sala. Para arrumar, evidentemente. Mas só mais tarde. Depois do Pilates. Entretanto, entre o Snapchat, o Spotify e mais meia dúzia de músicas, volta-se a casa. Fresco! E tem-se a mãe à espera, esganiçada, porque, entretanto, alguém “chutou para golo” na caneca do leite e o gato comeu o pão. E quando uma tarde de trabalho parecia perfeita e tinha, até, rendido, uma pessoa acaba a fantasiar que há mais menopausas precoces do que pode parecer. Entretanto, porque é mesmo assim, uma pessoa barrica-se no quarto. E, quando chega a hora do jantar, o clima já não é “só paz e amor”. E, para estragar tudo, há sempre um dos “suspeitos” do costume que, qual ingénuo, pergunta: “Olha lá, tu estudaste?...” E, quando chega a altura de se pespegar o resumo debaixo do nariz de um incauto dos pais, uma pessoa quase desfalece com tanta ira. E só murmura. E tudo fica  entre um “murro no estômago” e o indigesto. A,  seguir, sente-se quase obrigada, porque se “toca”, a um “recuo estratégico” até ao quarto (sem se passar, sequer, pelo sofá). E o “power” duma tarde de estudo quase parece perder todo o gás. Só por isso, claro - o que mais podia ser?... - quase como “uma coisa má” passa pela cabeça, aquilo que quase se podia jurar que estava aprendido parece “varrer-se” da cabeça e zás: quem é que sente motivação para o estudo depois duma coisa destas?... E assim, quando tudo dava a entender que a tarde de estudo tinha servido, também, para calar “algumas pessoas” e tinha sido para valer, chega-se, de uma maneira “aziada” e muito pouco na “descontra”, a um jeito meio desconsolado de terminar o dia. A vida, com tanto estudo  - há quem não creia... - é muito cansativa!

WhatsApp vai passar idade mínima de utilização dos 13 para os 16 anos

Artigo publicado no Observador em 13 de abril de 2018.


A idade mínima de utilização do WhatsApp vai ser aumentada para os 16 anos. Até agora, era necessário ter pelo menos 13 anos para poder usar a aplicação de mensagens instantâneas.

RITCHIE B. TONGO/EPA


O WhatsApp vai aumentar a idade mínima exigida para poder usar a aplicação. Atualmente, os termos de utilização da plataforma de mensagens indicam que é necessário ter pelo menos 13 anos para usar a app mas o objetivo é elevar essa fasquia para os 16 anos. 

A alteração foi partilhada no Twitter da WeBetaInfo, a plataforma responsável pela monitorização da atividade no WhatsApp. A ideia é efetivar a mudança nas próximas semanas – de maneira a que esteja em vigor antes de ser oficializado o regulamento geral de proteção de dados da Europa, a 25 de maio.

Este aumento da idade mínima levanta uma questão que já existe com outras aplicações: ainda que seja apontada uma idade mínima, não é requerida qualquer validação dessa mesma idade. Logo, uma criança com menos de 16 anos pode mentir e indicar que é mais velha. No Facebook e no Tinder, por exemplo, a idade mínima de utilização sobe para os 18 anos mas também não existe qualquer verificação.

De recordar que o WhatsApp pertence ao Facebook, que foi recentemente envolvido num escândalo de proteção de dados dos utilizadores.