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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Empresário de 70 anos criou 11 perfis falsos no Facebook para abusar menores

RITCHIE B. TONGO-EPA


Notícia do Observador, publicada em 24 de janeiro de 2019.


Empresário, hoje com 70 anos, residia no Porto e procurava jovens residentes em África ou asiáticos. Oferecia-lhes dinheiro em troca de fotografias íntimas. Já foi detido pela Judiciária.

Fazia-se passar por adolescente, apesar de já ter 70 anos. Um empresário do Porto, detido pela Judiciária em 2017 e cujo julgamento começará em breve no Tribunal de São João Novo, criou 11 perfis falsos no Facebook para abusar de menores. O homem procurava essencialmente jovens de origem africana ou asiática, entre os 10 e os 16 anos, e prometia-lhes dinheiro e presentes a troco de fotografias íntimas. A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias.

Os factos, de acordo com a acusação do Ministério Público, remontam a 2012, ano em que o empresário do Norte começou a abordar menores na rede social, comportamento que manteve até 2017, quando foi detido pela PJ.

Luís Manuel, José Manuel, Filipo Gomez, Nani Durão, Francisca Chica ou Rita João eram alguns dos perfis que o septuagenário usava, apresentando-se sempre como adolescente.

Está agora acusado de 16 crimes de pornografia infantil e 3 de abuso sexual de menores. No momento da sua detenção, a Polícia Judiciária descobriu cerca de 5 mil ficheiros de vídeos e imagens de pornografia infantil num telemóvel e cartão de memória.

Para além de enviar fotografias aos jovens de outros adolescentes sem roupa, também os instruía sobre a melhor forma de tirarem fotos íntimas a si próprios para depois lhe serem enviadas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Alerta. PSP não quer fotos de caras de crianças nas redes sociais

Photo by NeONBRAND on Unsplash



Artigo de Filipa Ambrósio de Sousa de 8 de agosto de 2015, para o Diário de Notícias.


Como forma de proteger os filhos, pais não devem publicar localizações das fotos, nomes ou a sua cara. Fotos podem ser vistas, por exemplo, por redes pedófilas.

Será mesmo necessário publicar fotos com as caras das suas crianças de forma ostensiva? Proteja-se e pense duas vezes antes de postar uma imagem nas redes sociais. O alerta é dado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) na sua página oficial de Facebook (que conta com 328 mil "gostos") pretendendo assim esta força de segurança que os pais tenham mais atenção na proteção da imagem dos seus filhos. Campanha que foi divulgada na quinta-feira em português e ontem na versão inglesa.

"A melhor forma de o proteger é evitar que apareça aqui para sempre. Não publique caras de crianças, não mencione nomes e locais, não arrisque aqui: a decisão é sua", diz a campanha lançada pela força de segurança. O porta-voz da Direção Nacional da PSP, Paulo Flor, explica ao DN: "Uma foto que se publica na internet é para sempre. O que nós aconselhamos é, caso algum pai tenha dúvidas, não o faça." Alerta, todavia, que Portugal é um país "em que felizmente o rapto de crianças por desconhecidos é pouco expressivo". A par desta campanha, em fase de férias, a PSP alerta ainda para o programa "Vigilância a residências"que permite a passagem de agentes da PSP junto das residências vazias em altura de férias para evitar assaltos.

Numa decisão tornada pública no final de julho, o Tribunal da Relação de Évora impediu um ex-casal de pais de publicar fotos da filha de 12 anos nas redes sociais. Os desembargadores responsáveis pela decisão - tomada durante um processo de regulação das responsabilidades parentais - defenderam que "os filhos não são coisas ou objetos pertencentes aos pais". Os juízes desembargadores sustentaram a sua tese com o direito à imagem dos filhos, considerando que os menores não são pertença dos pais mas pessoas com direitos. E relembraram os números crescentes das estatísticas de abusos sexuais de menores. "O exponencial crescimento das redes sociais nos últimos anos e a partilha de informação pessoal leva a que os que desejam explorar sexualmente as crianças consigam selecionar os seus alvos para realização de crimes", escreveram os juízes, que proibiram também os pais de revelar informação que leve à identificação da filha ou aos locais que ela frequenta.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

What predators look for when you post photos of your children



Artigo publicado em sweatdepot.blogspot.com em 13 de março de 2017.

Posting seemingly innocent photos of your child or teen has a sinister outcome that you may never have considered.

Your child or teen could be a poster child for a pedophile ring - and you may never know.
Australia made world news in 2016 with a website trading explicit photos of local school girls.   The site even had pages dedicated to local Brisbane and Gold Coast high schools and fan pages - offering money to men who could find more explicit photos of their favorites.

Attempts to close down the site have been thwarted in a brazen disregard of the law.  And these girls, whose images have been used without consent, could be to this day, oblivious.

Police CANNOT ALWAYS LOCATE YOU if photos of your children have been found to be used in connection with pedophile rings.  Due to the ability to mask IP addresses and identities with overseas servers and false identities, it is not always possible to link an identity to these photos.  There are even sites dedicated to teaching online predators how to cover their tracks.

A photo of your child could be part of a pedophilia ring that has been uncovered by Police, and you wont even know about it.

The Task Force I worked for busts pedophile rings - and makes arrests of pedophiles in our neighborhood.  This article is an insight into what they do, and how close to your home they come to arrest offenders.



A pedophile or predator will not play fair, nor think like the average person.  They, therefore, look at images and their erotic 'potential' differently to how the average population does.

Here are some things that pedophiles may find attractive when looking at photos on social media:

  • The obvious stuff - like children in bathers, underwear, having a bath, or in a state of undress.   Even well-placed emoticons covering your child's genitals can be photoshopped off and genitals photoshopped back on to increase the 'value' of the photo. You can take me to South Bank beach at Brisbane on any given day and I will be able to point out lone males taking photos of children.... your children.   And yes - Police do patrol this and regularly confiscate cameras and phones.  I have seen it happen meters away from parents and they are completely and utterly oblivious.  The Police do not have to approach the parents, because it is not an element of the offense to have a complainant.  Importantly, there is rarely the time in these situations to locate and talk to the parents about what has just happened - Police are too busy dealing with the offender.
  • The less obvious stuff that predators find irresistible: like photos that they can alter to make your child or teen look they are part of a sexual act.   These photos can be altered to have a male person in the photo in a state of arousal.  Or they can simply overlay a lewd comment so that the photo becomes a pedophile photo 'meme'.
  • Children of social media celebrities.  The more photos posted, and the more coverage the images gain, the more likely they are to come to the attention of pedophile groups and be subjected to their monstrous conversations and attentions.  Similar to a teenage crush of a pop star, these photos become a platform for imaginings, fantasies and lewd behaviors.  The internet has now allowed predators to openly discuss their fetishes, and because they have the support of their monstrous tribe, they now have a place to 'normalize' and 'strategize' dysfunctional thoughts and fantasies.

Things to consider when posting photos of your children:

  • Is there enough room to 'superimpose' another figure into the image?*
  • Are they in a state of undress (even with emoticons placed modestly - these can be removed and body parts can be photoshopped in).
  • Do you have a public social media page?  Pedophiles can develop 'child crushes' and the child does not have to be posed or in a state of undress for the photo to become a commodity.

*  I used to pray that when I saw a photo of a baby in a nappy and a sexually aroused man in the image that the image was 'superimposed'.  I didn't always receive this comfort from the government classifier or the photographic specialists.   This is is the horrific reality of child sex crimes and trafficking in the 21st century.  There is one photo in particular that I remember which causes me pain daily - a 6 month old in just a nappy with the most beautiful angelic smile laying on a bed - and a naked man entering the babies bedroom.   This child looked like my babies - your babies.  And the horror that I could not reach through that screen and save that child scratches at my brain. 

Things to be considered with your teens' social media images:

  1. Duck faces and posed photos are used as baseline trading images on predator sites.
  2. Swimwear and underwear shots become more valuable.
  3. If their account is public then the predator 'ring' can approach friends (or enemies) of the teen and pay money for more explicit photos.

It has taken over a decade for me to write this post because I know that I will have revisted images and situations from my career that haunt me.  There was a time when I would physical hit my head and moan to stop the memories - but I hope that I have now developed better coping strategies.   I now have a practice of offering it 'up', or surrender.  I take the time to do a short meditation where I hand the image and the horror over.  This then allows me to focus on the present.   If it re-surfaces I repeat... repeat, repeat repeat - just like my rules of self-defense.  Because to submit is not an option for me - or my children.

If you have been affected by this article please make an appointment with your GP.

Or ring lifeline.  Or the sexual assault helpline.

Here are some things you may need to know when reporting sexual abuse.



segunda-feira, 30 de julho de 2018

'Fique amigo dos pais': polícia revela mensagens trocadas por abusadores de crianças

iStock

Artigo de Juliana Carpanez para o UOL, em São Paulo, em 27 de julho de 2018.

"Fique amigo dos pais." A dica foi transmitida por alguém experiente, via email, a um homem que planejava abusar de crianças. As oportunidades surgiriam ao "interessado" quando ganhasse a simpatia e a confiança dos adultos. Era assim que ele cometia abusos, oferecendo em troca presentes, sorvetes e passeios no shopping para as vítimas, que ficavam sob seus cuidados com o consentimento dos pais. Culpados por aceitarem os agrados e por conhecerem o agressor, os menores dificilmente o denunciariam -estas vítimas, posteriormente identificadas, eram cinco garotos com idades entre sete e 13 anos.

A conversa está entre as inúmeras mensagens de email investigadas durante a operação Moikano, deflagrada em meados de 2015. Foram 13 prisões em flagrante. Entre elas, a do homem responsável por fornecer a dica acima e a de outro que abusava dos próprios filhos. Depois, como resultado da mesma investigação, foi detido um palhaço animador de festas infantis. Não dá para chamá-los de pedófilos, pois este é um termo médico que exige avaliação de especialistas. Porém é possível dizer que são todos criminosos, porque as ações sexuais cometidas contra crianças estão previstas em lei".

Continue a ler AQUI.

segunda-feira, 19 de março de 2018

SOS Criança: Casos de crianças em risco diminuem mas aumentam situações de pedofilia


GLOBAL IMAGENS


Notícia publicada em 15 de março no Diário de Notícias.

"Em 2017, o SOS Criança recebeu uma média de 116 apelos por mês, a maioria feita por adultos

Os casos de crianças em risco que chegam à Linha SOS-Criança diminuíram 10% em 2017, ano em que aumentaram as denúncias de pedofilia, segundo dados do Instituto do Apoio à Criança (IAC) avançados à Lusa.

A Linha SOS-Criança recebeu 1.841 chamadas em 2017, menos 640 face ao ano anterior. Um terço dos casos envolvia crianças até aos seis anos, sendo a "criança em risco" (70 situações), a "negligência" (62) e os "maus tratos físicos na família" (70) as problemáticas mais denunciadas.

Apesar dos casos de "crianças em risco" continuarem a ser as situações mais encaminhadas pelos técnicos do SOS-Criança, observou-se uma descida de 10% face a 2016.

Os dados mostram também um aumento de 3% no número de casos de "Pedofilia" (11 em 2017) encaminhados e um decréscimo de 7% das situações de "maus-tratos psicológicos na família" (29).

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do serviço SOS-Criança e secretário-geral do IAC afirmou que as "situações de risco parecem estar mais controladas", porque a comunidade denuncia mais.

"No passado estas situações eram muito silenciadas e normalmente a comunidade não se envolvia nos assuntos intrafamiliares", mas hoje está mais atenta, pede mais apoio, e "a situação tem vindo a melhorar".

Para Manuel Coutinho, tem "sido essencial" a aposta na prevenção, "o que nem sempre impede de esporadicamente acontecerem situações graves que surpreendem tudo e todos".

Comentando o aumento dos casos de pedofilia, mas também as situações de abuso sexual, três situações encaminhadas em 2017 para o Ministério Público, disse que, apesar de muitas situações terem por base as redes sociais, a maioria ocorre em "contexto intrafamiliar" e "quase sempre" cometida por "pessoas muito próximas da criança".

São pessoas que "conseguem cativar e conquistar a confiança da criança" e posteriormente silenciam-na através de ameaças.

Por outro lado, as redes sociais também escondem perigos aos quais os pais têm de estar atentos.

"As redes sociais podem ter muitas aspetos positivos, mas também têm partes menos boas" relacionadas com "homens ou mulheres com menos escrúpulos" que tentam aproximar-se de crianças, para as aliciar para práticas de pedofilia.

Para Manuel Coutinho, a comunidade tem de estar atenta e "os pais têm que saber claramente o que os filhos andam a fazer nas redes sociais".

"As crianças correm por vezes menos perigos quando estão a brincar sozinhas nas ruas do que quando estão sozinhas nos seus quartos nas redes sociais", alertou.

Em 2017, o SOS Criança recebeu uma média de 116 apelos por mês, a maioria feita por adultos (1.318), principalmente a mãe (151), o vizinho (123), o pai (71), os avós (71) e a comunidade (92).

A maioria dos apelantes residia no distrito de Lisboa (26%), no do Porto (20%) e dos Açores (8%), referem os dados, adiantando que o "principal objetivo" dos pedidos foi "falar com alguém".

Do total dos apelos, verificou-se o envolvimento de 874 crianças e 776 infratores, 81% dos quais era familiar da vítima. Em 376 situações, o agressor foi a mãe e em 188 o pai.

"A família deve ser o local mais seguro que a criança tem e por vezes é lá que corre os maiores perigos", lamentou.

Em 26% dos casos as crianças viviam em famílias tradicionais, em 25% em famílias monoparentais, 14% em famílias reconstituídas e 8% em famílias alargadas.

Um terço das situações referia-se a crianças até aos seis anos, enquanto 15% respeitava a menores com idades entre os 11 e os 13 anos e 17% eram adolescentes com idades entre os 14 e os 18 anos de idade.

Para evitar que "uma situação de risco não se torne uma situação de perigo", Manuel Coutinho apelou para as pessoas contactarem o SOS-Criança (116 111).

"Atuar na emergência é sempre muito mais difícil do que atuar na prevenção e a criança merece que as pessoas apresentem as situações quando se começa a desenhar qualquer situação de risco ou negligência", frisou".