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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Viu um conteúdo falso no Facebook que se tornou viral? Saiba como denunciá-lo




Artigo de João Tomé para o Dn Insider, publicado em 11 de fevereiro de 2019.


Há muita informação na internet e há quem, em busca de likes, invente ou manipule conteúdos para conquistar popularidade nas redes sociais. Mas há uma forma de denunciar, eventualmente, complicar a vida aos prevaricadores.

A internet é um lugar estranho. Somos inundados como nunca por informação, por factos vários e por conteúdos que depressa se tornam virais e partilhados por milhares de pessoas. Mas, nem tudo é verdade. Há quem faça missão de enganar o máximo número de pessoas, sem apelo nem agravo, nas redes sociais, onde é fácil partilhar conteúdos que nos pareceram interessantes.

Há formas de perceber se um conteúdo tem ou não potencial de ser falso e a maioria tem tudo a ver com o bom senso. A primeira lição passa por perceber qual a origem do conteúdo. Se for de um indivíduo sem historial relevante há mais riscos de poder não ser verdadeiro. Da mesma forma que as notícias que sejam de meios de que nunca ouviu falar e que nunca lhe deram motivos para confiar, podem também ser as chamadas fake news.

Esta semana um conteúdo de um tal Nuno Folgado tornou-se viral evidenciando uma foto de um ator da série Walking Dead, como se fosse um homem em Guimarães com perda de memória. O autor do post público tenta usar o sentido de solidariedade de outras pessoas para que partilhem um conteúdo que é, ele próprio, falso. Até ao momento já mais de 31 mil pessoas partilharam a informação.

Continue a ler AQUI.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

As 12 coisas que precisa mesmo de apagar do seu Facebook



Com o passar dos anos, a quantidade de informações pessoais que ficam acumuladas nas redes sociais pode ser assustadora. Faça uma ‘limpeza’ ao seu Facebook. Saiba quais as 12 informações a retirar.

1. Data de aniversário
Se ao seu nome, juntar o seu endereço e ainda a sua data de nascimento, pode facilitar muito o trabalho de quem quer aceder à sua conta bancária e a outros detalhes pessoais.


2. Contacto telefónico | Ao disponibilizar o seu número de telemóvel na sua página do Facebook, está a correr alguns riscos. Pode ganhar um admirador educado ou, no pior dos cenários, pode ver a sua privacidade violada (por um stalker, por exemplo). 


3. Grande parte dos seus 'amigos' | Robin Dunbar, psicólogo, defende que cada ser humano consegue manter apenas 150 relações interpessoais estáveis. Acredita ainda que também apenas uma percentagem mínima dos amigos virtuais de cada utilizador será confiável e são poucos os que lhe vão demonstrar simpatia durante uma crise emocional. Apague os restantes da sua rede amigos virtuais, isso irá contribuir para uma interação online mais saudável.


4. Fotografias dos seus filhos ou de outras crianças da sua família | Defenda os interesses dos seus filhos. Pergunte-se sobre qual o tipo de informação que as crianças querem ver publicadas online, sobre si mesmas, no futuro.


5. A localização da escola dos seus filhos ou de outras crianças da sua família | A última coisa que quer é dar uma oportunidade para que um agressor sexual descubra qual a escola que o seu filho frequenta.


6. Serviços de localização | Em 2015, o TechCrunch, um website sobre tecnologia, afirma que 500 milhões de utilizadores acederam à sua página do Facebook exclusivamente através do seu smartphone, que dispõe de serviços de localização. Esse mesmo número de utilizadores potencialmente transmitiu a sua localização. Quer mesmo que todos saibam onde o podem encontrar?


7. O seu chefe | O Facebook é uma rede social onde as pessoas comunicam umas com as outras de uma forma, mais ou menos, informal. No mural de cada utilizador são publicadas fotos, partilhados vídeos e, por vezes, desabafos. Não se esqueça que, se não tomar as devidas providências, o seu chefe pode encontrar as suas publicações. Será que o seu superior pode ler as suas reclamações sobre o trabalho?

8. Pare de colocar a localização das suas publicações | Evite riscos e não divulgue o lugar onde tirou as suas fotos, vídeos e publicações. Por vezes, pode chegar a divulgar a sua morada, sem que seja essa a sua intenção, mesmo que coloque só a palavra "casa" no local destinado à localização da sua publicação.


9. O dia e o destino das suas férias | De acordo com o site financeiro This is Money, os turistas assaltados durante as suas férias podem correr o risco de não receber o montante do seguro, no caso de terem publicado o plano e o roteiro da sua viagem nas redes sociais.

10. O seu estado civil | Proteja a identidade do seu parceiro e a vossa privacidade. Pense que se voltar a ficar solteiro, alterar o estado civil na sua página do Facebook, pode ser algo doloroso.

11. Detalhes do seu cartão de crédito | Divulgar os dados do seu cartão de crédito no mural do seu Facebook não pode ser uma boa ideia, em nenhuma altura e em nenhum lugar do mundo. Apenas com alguns números qualquer pessoa pode fazer compras e transações online da sua conta bancária, deve por isso ser cuidadoso com os seus dados. Não publique fotos do seu cartão de crédito.


12. Fotografias do seu bilhete de avião | Não publique o seu cartão de embarque nas redes sociais. Evite expor as suas férias para o bem da sua privacidade e para evitar outros riscos. Já pensou que o código de barras do seu bilhete é único e através dele é possível aceder a informações exclusivas que forneceu à companhia aérea.


Fonte: DN Insider em 14 agosto 2018

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Empresário de 70 anos criou 11 perfis falsos no Facebook para abusar menores

RITCHIE B. TONGO-EPA


Notícia do Observador, publicada em 24 de janeiro de 2019.


Empresário, hoje com 70 anos, residia no Porto e procurava jovens residentes em África ou asiáticos. Oferecia-lhes dinheiro em troca de fotografias íntimas. Já foi detido pela Judiciária.

Fazia-se passar por adolescente, apesar de já ter 70 anos. Um empresário do Porto, detido pela Judiciária em 2017 e cujo julgamento começará em breve no Tribunal de São João Novo, criou 11 perfis falsos no Facebook para abusar de menores. O homem procurava essencialmente jovens de origem africana ou asiática, entre os 10 e os 16 anos, e prometia-lhes dinheiro e presentes a troco de fotografias íntimas. A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias.

Os factos, de acordo com a acusação do Ministério Público, remontam a 2012, ano em que o empresário do Norte começou a abordar menores na rede social, comportamento que manteve até 2017, quando foi detido pela PJ.

Luís Manuel, José Manuel, Filipo Gomez, Nani Durão, Francisca Chica ou Rita João eram alguns dos perfis que o septuagenário usava, apresentando-se sempre como adolescente.

Está agora acusado de 16 crimes de pornografia infantil e 3 de abuso sexual de menores. No momento da sua detenção, a Polícia Judiciária descobriu cerca de 5 mil ficheiros de vídeos e imagens de pornografia infantil num telemóvel e cartão de memória.

Para além de enviar fotografias aos jovens de outros adolescentes sem roupa, também os instruía sobre a melhor forma de tirarem fotos íntimas a si próprios para depois lhe serem enviadas.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

As redes sociais estão a mudar o nosso cérebro?

ShutterStock


Artigo de Joana Capucho para o Diário de Notícias, publicado em 8 de dezembro de 2018.


Um «gosto» no Facebook, um comentário no Instagram, um tweet ou um snap novo. Quantas vezes por dia para o que está a fazer para abrir notificações das redes sociais? Quanto tempo passa a fazer scroll? Já pensou nos efeitos que isso pode ter no cérebro? Há quem diga que está a acontecer com as redes sociais o mesmo que aconteceu com o tabaco: só daqui a largos anos se saberá exatamente que implicações têm. Mas já existem algumas pistas.


Sejkko é o nome artístico do cientista Manuel Pita no Instagram, onde reúne perto de 300 mil seguidores de todo o mundo. Com fotografias de «casas solitárias» e paisagens, o doutorado em Inteligência Artificial e Ciências Cognitivas já conquistou a atenção de publicações como a Wired, o The Telegraph ou o HuffPost.

Dessa atividade intensa no Instagram nasceu parte do seu fascínio pelas «dinâmicas das redes complexas», área na qual prosseguiu a sua investigação no pós-doutoramento. Desde que criou a conta, há seis anos, Manuel tem vindo a questionar-se sobre a utilização das redes sociais, o que o fez mudar a sua forma de estar nestas plataformas.

«Antigamente, qualquer momento podia ser um momento para desbloquear o telemóvel e ver quantos likes mais tinham entrado em algum post, ou para publicar uma foto». Atualmente, Manuel vai ao telemóvel em momentos específicos e predeterminados do dia, e publica conteúdos apenas duas vezes por semana. «Fui o meu próprio sujeito experimental nos efeitos dos ciclos de dopamina [neurotransmissor associado ao bem-estar e ao prazer] no meu sistema. E aprendi a valorizar muito mais a minha capacidade de me focar numa coisa ou, no máximo, duas, por dia”.

Marco André, de 40 anos, não é cientista nem está por dentro dos efeitos que as redes sociais podem ter no cérebro, mas também sentiu que tinha de alterar a forma como usava estas plataformas. «Estava sempre a fazer scroll, a ver opiniões de pessoas que achava medíocres, posições radicais, fake news. Um exemplo: antes de saber que o Bolsonaro era candidato à presidência do Brasil, já tinha visto a política de armamento dele nos vídeos automáticos do Facebook. É selvagem o que está a acontecer. Nós somos humanos, curiosos. Sinto que perdia imenso tempo a pensar em coisas que não diziam respeito à minha realidade».

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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Agora já pode controlar o tempo que passa no Facebook e no Instagram

© REUTERS-Dado Ruvic

Artigo do Diário de Notícias, em 1 de agosto de 2018.


Facebook e Instagram vão permitir aos utilizadores saberem quanto tempo passam por dia ou por semana nas aplicações. As ferramentas estarão disponíveis em breve, anunciaram as redes sociais.

O utilizador passa a poder estabelecer um limite de tempo que quer gastar nestas redes sociais e é notificado quando o ultrapassa. Esta feramente ainda não está disponível para desktop.

"Isto serve para dar às pessoas as ferramentas para elas decidirem por elas próprias o que é que querem estar a fazer", diz o diretor de informação do Facebook, David Ginsberg, citado na CNN.

Para passar a controlar o tempo que gasta nestas redes sociais tem de ir às definições da sua conta. Depois, no caso do Facebook carregar onde diz "Tempo no Facebook", no do Instagram onde está escrito "A tua atividade".



Quando o utilizador atinge o limite de tempo que definiu é informado com uma notificação, mas as aplicações não se desligam. As estatísticas do tempo de utilização só estão disponíveis para períodos mais longos, de uma semana.

O contador depende do aparelho eletrónico que está a usar. Se aceder à sua conta em mais do que um aparelho, terá de instalar esta ferramenta nos vários dispositivos. Esta opção não está disponível para a aplicação do Messenger do Facebook, na nova aplicação de vídeo do Instagram IGTV ou no desktop.

A possibilidade de controlar o tempo que passa nas redes sociais surge numa altura em que o Facebook está a fazer alterações nas suas áreas de foco. Em janeiro, o CEO do Facebook Mark Zuckerberg escrevia na sua conta: "Uma das nossas prioridades em 2018 é garantir que o tempo que passamos no Facebook é bem gasto".

O Facebook é a última empresa a juntar-se ao movimento "Tempo bem Gasto", do Center for Humane Technology, que defende a qualidade no tempo que as pessoas estão online. A Apple apresentou, na sua última atualização do IOS, em junho, uma ferramenta que permite aos utilizadores saber quanto tempo estão a passar nos seus telefones e como é que estão a gastar esse tempo.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Redes sociais. “A nossa saúde mental nunca esteve tão perturbada como agora”

WoeBot



Artigo de Ana Pimentel para o Observador, em 3 de julho de 2018.


Investigadora em psicologia em Stanford, Alison Darcy fundou a app que quer ajudar quem sofre de depressão ou ansiedade. Como? Pondo as pessoas a trocar mensagens com um robô que vale 34 milhões.

Alison Darcy fazia investigação em psicologia clínica, na Universidade de Stanford, nos EUA, quando teve a ideia de lançar o Woebot, um chatbot (sistema de inteligência artificial capaz de conversar com o utilizador) que se socorre da psicologia cognitiva comportamental para ajudar quem estiver a sofrer com uma depressão, perturbações de ansiedade ou a sentir-se sozinho. O Woebot é um pequeno robô amarelo que troca mensagens bem humoradas com o utilizador, durante cerca de dez minutos. Ao Observador, a investigadora garante que o objetivo não é substituir o contacto humano, antes pelo contrário, é incentivá-lo: a “cura para a solidão” está nas pessoas. Num mundo em que ainda há “um estigma enorme” sobre a saúde mental, nunca foi tão importante falar dela, explicou Alison. Porquê? Por causa das redes sociais. “A nossa vida é extraordinariamente barulhenta, há muitas coisas a pedirem a nossa atenção a toda a hora.”
Consciente de que “as pessoas nunca estiveram tão sozinhas como agora“, lançou o Woebot primeiro dentro do Facebook Messenger, em maio de 2017, mas disponibilizou-o entretanto na Apple Store e no Google Play, de forma gratuita (mas só por enquanto). Com um investimento de oito milhões de dólares, o Woebot está avaliado em 34 milhões (29 milhões de euros), tem utilizadores em 130 países e captou a atenção de meios como Forbes, Wired, Washington Post, Bloomberg, Inc. ou Business Insider. O modelo de negócio vai passar por cobrar uma subscrição mensal depois de um período de duas semanas de utilização gratuita. Apesar de conversar com o utilizador, o Woebot não chama assistência se o utilizador estiver em perigo nem alerta nenhum outro humano. A psicóloga explica que os utilizadores estão protegidos pelo anonimato.

“Não temos profissionais de saúde mental suficientes no mundo”
Como é que teve a ideia de lançar a Woebot? Porquê uma appdestas?Fiz investigação em psicologia clínica na Universidade de Stanford durante dez anos e, antes disso, fiz um doutoramento em Dublin, onde criei um programa de terapia comportamental para pessoas que estavam muito doentes. Isso fez-me perceber que precisamos de chegar às pessoas muito mais cedo, muito antes de chegar ao ponto em que elas precisam de ser hospitalizadas devido a problemas de saúde mental.

Quando diz doentes, refere-se a que tipo de doença? À depressão?Sim. O trabalho que estava a fazer para o meu doutoramento envolvia pacientes com anorexia nervosa crónica. Eram pessoas que estavam muito, muito doentes. São provavelmente a população mais doente entre nós. E depois, nos EUA, percebemos que de momento existe uma crise muito grande no mundo. Existem muitas, muitas pessoas com necessidade de apoio a nível mental e não há pessoas suficientes para fazerem face a essas necessidades. Não temos profissionais de saúde mental suficientes no mundo. Nos EUA, se falar com pessoas mais velhas que têm um diagnóstico de problema mental, percebo que, na verdade, elas nunca estiveram frente a frente com um profissional destes. E isto acontece no mundo ocidental, onde os serviços são relativamente mais acessíveis do que em sítios como África, Índia, China onde, para milhões e milhões de pessoas, estar com um profissional de saúde mental está completamente fora de questão — simplesmente não vai acontecer.

Como explica isso?  
Acredito que mais de metade da população do mundo ainda não tem acesso a cuidados médicos básicos. E, por isso, acho que há uma grande necessidade de desenvolvermos algo que seja escalável, de uma forma muito mais vasta e acessível. Isto foi um dos pontos de partida. O outro foi o facto de, nos últimos dez anos, terem surgido apps no mercado que não são assim tão eficientes. Não é que não sejam acessíveis, mas falta-lhes dar provas de que são mesmo eficientes. Quisemos criar uma empresa que tivesse um nível mais elevado de compromisso em matéria de resultados. Acho que as pessoas começaram a ficar mais céticas, no geral. Enquanto cientista senti a responsabilidade de entrar no mundo comercial e construir algo que pudesse ser adotado pelas pessoas de forma vasta.

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terça-feira, 26 de junho de 2018

Viciado no Facebook? A rede social pode ter a solução para o seu problema



Artigo de Pedro Simões para o Pplware, em 23 de junho de 2018.

É um dado adquirido que o Facebook quer que os seus utilizadores estejam o máximo de tempo dentro da rede social. Só desta forma consegue garantir que a utilização e as publicações são maximizadas.

Claro que muitos consideram que esta constante presença pode ser já um vício e que deve ser tratada. O Facebook parece ter consciência desta situação e está já a trabalhar para resolver o problema.

A maioria dos utilizadores do Facebook, e de outras redes sociais, abusam do tempo que passam dentro destes mundos virtuais. É um constante fluxo de informação que muitos procuram aproveitar ao máximo e assim manterem-se atualizados.

Mas ao fim de algum tempo esta sede de informação acaba por ser viciante e existe uma constante procura por mais. Estas são situações anormais e que o Facebook quer eliminar, estando já a trabalhar nas ferramentas necessárias para isso.

Foi descoberto na versão de testes da app do Facebook para Android uma nova funcionalidade, que irá mostrar ao utilizador o tempo que estes têm passado dentro da rede social.

A funcionalidade “Your Time on Facebook” irá mostrar aos utilizadores o tempo que estes passaram dentro da rede social nos últimos 7 dias, bem como o tempo médio por dia que foi passado dentro da app.

Claro que esta informação é útil, mas o Facebook irá também permitir que sejam criados alertas para notificar os utilizadores sempre que determinados limites de tempo sejam ultrapassados.

Esta recente preocupação com o tempo passado tem estado a ser alargada no mundo dos dispositivos móveis. A Google abriu o caminho com o Android P e a Apple seguiu-o com o iOS 12. Ao mesmo tempo as próprias app começaram a alertar os utilizadores e o Facebook parece ser o próximo a estar presente neste campo.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Falso namoro no Facebook acaba em chantagem sexual

Photo by Tim Bennett on Unsplash


Artigo de Alexandre Panda para o Jornal de Notícias, em 9 de Junho de 2018.
Carente e sozinha, envolveu-se virtualmente com um desconhecido, através da rede social Facebook e aceitou enviar-lhe fotos íntimas. Acabou por ser chantageada, mas a Polícia Judiciária da Madeira conseguiu prender, em flagrante delito, o indivíduo, de 23 anos, que exigia várias centenas de euros à mulher para não divulgar publicamente as fotos.
O caso iniciou-se há cerca de um mês, quando a mulher aceitou o pedido de amizade do homem, que tinha criado um perfil falso, com nome e fotografias alheios. Nascia assim uma amizade virtual, com muita conversa e partilha de opiniões sobre a vida. Tudo parecia ser real.
Para a vítima, de 30 anos, o homem parecia ser gentil, compreensivo, atento e presente. Esqueceu-se que, através de um nome e de uma fotografia de uma rede social, pode esconder-se todo o tipo de pessoas.
O relacionamento tornou-se tão "intenso", que a mulher acreditou na suposta sinceridade do indivíduo. As conversas de Facebook podiam passar a ser um verdadeiro namoro, genuíno.
Só que o objetivo do homem era outro. Conseguiu convencê-la a despir-se e mandar-lhe fotos nua, nas quais era facilmente identificável.
Quando já tinha fotos suficientes revelou à vítima a sua real face. Exigiu-lhe várias centenas de euros para não as divulgar.
Perante a ameaça da vergonha e de ver lesada a sua reputação, a mulher disse ao indivíduo que iria pagar. Mas, ao mesmo tempo, foi à Polícia Judiciária do Funchal contar tudo.
Os inspetores prepararam então uma operação para deter o indivíduo em flagrante delito, quando este iria receber o dinheiro. Marcaram um encontro na zona de Câmara de Lobos, onde a vítima se deslocou à hora prevista. Apareceu o "namorado virtual" que, mal se dirigiu à vítima, foi abordado pelos inspetores.
Foi quinta-feira levado para o tribunal que o obrigou a seguir um tratamento psiquiátrico e a apresentar-se periodicamente às autoridades.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Páginas de Facebook falsas responsáveis por mais de metade do 'phishing' nas redes sociais


Getty Images


Dados relativos ao primeiro trimestre deste ano dão conta de que páginas falsas criadas no Facebook respondem por quase 60% dos roubos de dados pessoais nas redes sociais. Já em 2017, esta rede social tinha ficado no topo da lista negra.

O Facebook é, neste momento - e a manter a tendência do ano passado -, a rede social onde as pessoas são mais alvo de phishing, crime que acontece quando se roubam dados pessoais de alguém, a partir de uma conta online e, neste caso, de uma rede social. Estes dados foram publicados no mais recente relatório da Kaspersky Lab - "Spam e phishing no 1ºT de 2018" - que revela ainda a contínua tentativa dos hackers de obter os dados pessoais dos utilizadores.
De acordo com o relatório, durante os primeiros três meses do ano, o Facebook liderou a origem dos ataques por phishing nas redes sociais - representaram 58,69% dos ataques -, com várias páginas a serem replicadas e falsificadas por hackers para roubos de dados pessoais.
Logo a seguir está a VK, rede social russa semelhante ao Facebook, com 20,86% e, depois, o Linkedin, com 12,91% dos ataques phishing em redes sociais. Importa dizer que a média mensal de utilizadores ativos em todo mundo, no Facebook, é de 2,13 mil milhões, que inclui os que acedem a outras aplicações com as mesmas credenciais do Facebook: este facto contribui para o aumento destes ataques, já que torna os utilizadores muito mais vulneráveis e um alvo fácil e rentável para os hackers.
Já em 2017 o Facebook tinha ficado no topo das redes sociais com maior casos de ataques phishing, com 8% dos ataques totais. Logo a seguir, ficou a Microsoft Corporation, com 6% dos crimes, e o PayPal, com 5% dos ataques totais.
O relatório revelou ainda os países do mundo com maior número de utilizadores vítimas destes ataques: o Brasil lidera, com uma percentagem de 19%; logo depois fica a Argentina, com 13% destes crimes, bem como a Venezuela e a Albânia, com a mesma percentagem. A Bolívia está logo depois, com 12 por cento.
Nadezhda Demidova, Investigadora Principal de Conteúdo Web na Kaspersky Lab, disse, em comunicado, que, apesar dos mais recentes escândalos mundiais relacionados com a proteção dos dados nas redes sociais, "as pessoas continuam a clicar em links inseguros e a permitir que aplicações desconhecidas acedam aos seus dados pessoais".
A nova tendência deste tipo de fraudes é o envio de emails spam relacionados com a Regulação Geral de Proteção de Dados, que incluem, por exemplo, convites para a instalação de um software específico que ajuda a garantir o cumprimento das novas leis, que entraram em vigor no dia 25 de maio.
O relatório revela que, nos primeiros três meses do ano, o país mais atacado por emails de spam maliciosos foi a Alemanha, seguida da Rússia, Reino Unido e Itália.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Professores e alunos devem ser amigos nas redes sociais?

REUTERS

Artigo de Joana Capucho para o jornal Público, em 1 de maio de 2018.


Há professores com alunos amigos no Facebook. Psicólogos, pais e diretores alertam para risco ético

"Os estudantes são muito dependentes do telemóvel. Por isso, as redes sociais podem ser úteis como instrumento de trabalho. Nunca tive nenhum problema." Filipe Carvalho, professor de Educação Física, de 40 anos, usa o WhatsApp para comunicar com os alunos da sua direção de turma, bem como com a equipa do Desporto Escolar. "Tenho quase todos os alunos no Facebook. Começámos por comunicar num grupo fechado, mas eles agora aderem mais ao WhatsApp", conta ao DN.

Na rede criada por Mark Zuckerberg, o professor, a dar aulas no ensino secundário em Elvas, não publica nada que lhe "possa trazer desvantagens caso os alunos vejam". Pelo contrário, faz "publicações relacionadas com o desporto, precisamente para que vejam e se motivem". Já na aplicação de troca de mensagens, alerta para coisas importantes como datas de exames, alterações de salas ou reuniões com os pais. "A informação circula mais facilmente", explica.

Esta é uma questão que foi recentemente abordada por Alexandre Henriques, professor, pai e autor do blogue Com Regras. "Quando publiquei o artigo sobre o tema ["Devem os professores ter alunos no seu Facebook?"], percebi que a maioria dos professores não abre a porta da sua "casa". Tem de haver um certo resguardo. Mas há quem contacte os alunos por WhatsApp, por exemplo." No seu caso, adianta, só estabelece amizade com ex-alunos. Vê como principais perigos o contacto pós-laboral, questões sobre as notas e deturpações das partilhas ou comentários dos docentes.


Na opinião de Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a conexão nas redes sociais "não acrescenta nada à relação professor-aluno". É algo que não recomenda, contudo, sublinha, "é uma questão que deve ficar ao critério da consciência de cada professor". Caso este considere que há benefícios, "deve usar da equidade no tratamento, ou seja, aceitar os pedidos de todos os alunos".

"Não é uma ideia muito feliz"

Admitindo que pode ser "conservador" e que nunca pensou muito sobre o assunto, Rui Canário, especialista em ciências da educação, diz que não é "absolutamente contra" a relação de amizade entre professores e alunos no Facebook, mas atendendo "ao papel dos professores e às pinças com que é preciso lidar com a utilização das redes sociais," não considera "que seja uma ideia muito feliz".

Ao DN, o professor aposentado explica que os docentes "devem manter uma certa reserva, não na utilização das redes sociais mas na relação direta com os alunos". Isto permite, segundo o mesmo, "que o professor tenha uma atitude mais interventiva para ajudar os alunos a lidarem com sensatez com as redes sociais". Defende, ainda, que não se devem relacionar como se estivessem no mesmo patamar.

Cuidado e cautela são também palavras-chave para os pais. "O professor tem de avaliar com cuidado esse tipo de amizades. Nada o proíbe, mas é preciso cuidado com o que se publica nas redes sociais", diz Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. Na opinião do representante, "não é nada aconselhável usar esses meios para fazer comunicações".

Já Fátima Pinho, presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Básico e Secundário, considera que "a "amizade" entre professores e alunos nas redes sociais é tão válida como a amizade existente em contexto escolar". Destaca que há uma "facilidade na comunicação", mas reconhece que pode levar "a uma diferenciação no tratamento/respeito dos alunos pelos professores e vice-versa".

Embora só tenha no Facebook ex-alunos, Alexandre Henriques reconhece que as redes sociais também podem ter benefícios na relação com os mais jovens: "Se os professores estiverem mais próximos, leva a uma maior afinidade e empatia, o que é salutar para o processo de aprendizagem."

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de "gostos" nas redes sociais

DR



Artigo de Cátia Leitão para a Visão, em 4 de Janeiro de 2018

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os 'gostos' no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas.

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos 'gostos'.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, "percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado", segundo o estudo. Mas, por outro lado, "tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo" como explica Anne Longfield ao dizer que "as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes".

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais - como os filtros - e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos 'gostos' e à aprovação social que estes trazem.


A comissária Longfield avisa os pais que "lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam" e acrescenta ainda que as escolas têm de se "certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade". Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de "deixar crescer uma geração de crianças que persegue 'gostos' para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat". Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que "se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam" mas "quando chegamos aos 50 'gostos' começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia". Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que "vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada".

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os 'gostos' são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório "Life in Likes" publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra - um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

O “hacker mais valioso” do mundo só pensa em proteger Portugal

André Baptista, fotografia de Paulo Pimenta


Texto de Renata Monteiro para o jornal Público, em 23 de abril de 2018 


André Baptista, 24 anos, sagrou-se o “hacker mais valioso” num concurso internacional de cibersegurança. Por cá, é capitão de uma equipa de hacking e investigador da UP. Recebe propostas de "valores absurdos", mas ainda não quer sair. Pelo menos para já.

O professor começava a aula e era imediatamente interrompido pelo barulho da drive dos CD que não parava de abrir e fechar. E André Baptista, agora com 24 anos e desde final de Março o "hacker mais valioso" do mundo, escondia o riso quando via o informático da escola entrar na sala e errar o diagnóstico da avaria. Aí, tinha de se levantar e admitir que aquilo acontecia “simplesmente devido a um código que tinha posto”. “A sério que dá para fazer isso?”, questionava-o de volta o informático.


Esta é, aliás, uma pergunta que o mestre e investigador em Segurança Informática no Inesc Tec ainda ouve com bastante regularidade. Até porque continua, todos os dias, “a fazer algumas brincadeiras”, mesmo que agora já não as faça a brincar — nem tampouco consiga enganar facilmente os colegas.


No Centro de Competências em Cibersegurança e Privacidade (C3P) da UP, André Baptista ajuda, por exemplo, a desenvolver e testar “aplicações seguras de comunicação para o Governo”, a fazer a “peritagem de computadores ou telemóveis enviados pela Polícia Judiciária” e colabora regularmente com o Gabinete Nacional de Segurança ou com a Comissão Nacional de Protecção de Dados, conta ao P3 à entrada do centro, sediado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), onde quase toda a gente tem as duas câmaras do telemóvel tapadas com adesivos.


Mas a sua principal estratégia de ataque, de momento, tem como alvo a equipa de hacking que treina alguns andares acima, numa sala onde a chave é virtual — para entrar, é preciso resolver um código que está colado na porta e que depois remete para um formulário onde os estudantes se podem registar na Extreme Security Task Force (xSTF).


André Baptista é, quase desde a formação da equipa, o capitão que dá aulas aos cerca de 15 estudante mais activos. Embora “não seja a típica sala escura que se vê nos filmes” — até porque ali não há "o estereótipo do hacker de capuz", a trabalhar na clandestinidade —, treinam à noite (mas só porque a equipa funciona como actividade extracurricular), normalmente duas vezes por semana. E todos os fins-de-semana há “pelo menos um concurso” à distância em que a equipa pode escolher participar ou não, a partir daquela base.


No ranking que posiciona mais de nove mil equipas espalhadas por todo o mundo — e que “pode ser interpretado como um bom indicador do nível de cibersegurança de um país” —, a xSTF surge em 67.º lugar e o objectivo é “chegar cada vez mais longe”. “É muito divertido porque funciona como se fosse um jogo: temos pontos que contam para o campeonato internacional, participamos em equipas e o objectivo é resolver verdadeiros quebra-cabeças”, explica.


Em fim-de-semana de jogo, que é como quem diz nas 48 horas que pode durar uma competição de cibersegurança a nível internacional, chamadas Capture the Flag, a sala da equipa universitária, que reúne alunos também de Física e Matemática, enche-se de pizzas e a máquina de café não pára de pingar, até porque há quem não durma até terminar o tempo.


Três membros da equipa acabam de chegar de Amesterdão onde estiveram a participar num desses desafios nos quais “simulam uma autêntica ciberguerra”, que deve ser combatida com “espírito de entreajuda”, ao contrário do concurso em que o capitão se sagrou Most Valuable Hacker. Aí, durante oito horas, André teve de descobrir sozinho falhas em softwares reais.


O hacker português foi um dos 25 especialistas convidados a atacar a Mapbox — com a autorização da empresa e a partir da própria sede da plataforma de mapas personalizáveis, em Washington, D.C., nos Estados Unidos da América, a 24 e 25 de Março. É este o modelo da H1-202, a competição internacional organizada pela HackerOne, comunidade de hackers e líderes em segurança informática “que surgiu para tornar a Internet mais segura” e onde participou também outro português, José Sousa, estudante de mestrado na UP. Nestes eventos privados, onde os portugueses conseguiram entrar devido aos bons resultados de uma primeira prova online, as empresas registam-se e pagam para, de forma totalmente legal, ter “os melhores cérebros da área” a tentarem descobrir falhas nas suas plataformas.


Baptista faz a analogia com a segurança física de um edifício. Se um atacante “só precisa de uma janela aberta para atacar”, quem está a defender “precisa de ser ainda melhor a atacar”, porque lhe cabe “garantir que nenhuma janela seja aberta”. Esta táctica de crowdsource é “muito vantajosa para as empresas” porque resulta “na descoberta de falhas com bastante severidade que têm sempre impacto no negócio”, acredita.


Durante a competição, com um prémio total de 100 mil euros, ele descobriu cinco vulnerabilidades: duas com pouca gravidade, outras duas médias e uma crítica “muito interessante”. Foi a “criatividade” com que descobriu esta última, um dos critérios da competição, bem como a interacção positiva com os outros concorrentes, que lhe valeu um prémio monetário no valor de 7300 euros, e o título de mais valioso (provado pelo cinto que se vê numa das fotografias), apesar de no ranking que ordena o número de falhas encontradas ter ficado apenas em sexto lugar. A vitória deu-lhe ainda um passe para entrar na lista de convidados dos próximos eventos privados da HackerOne.


“Não posso explicar muito bem o que fiz, porque a Mapbox não me deixa”, ri-se — mas deixa escapar. “Consegui fazer com que o servidor me enviasse um token administrativo", um privilégio que lhe deixaria as portas abertas para aceder a "toda a gestão da empresa, desde o site aos dados dos clientes a que, supostamente, apenas um número de pessoas muito restrito dentro da empresa teria acesso.”


No total, por ano, o investigador natural de Coimbra, onde fez a licenciatura antes de rumar ao Porto, estima participar em 50 concursos, maioritariamente em equipa. O “hacker mais valioso” do mundo garante que, para já e apesar das propostas “muito tentadoras” que lhe têm chegado de empresas privadas, quer continuar na área da investigação a “desenvolver coisas por cá”. “Além disso, o meu trabalho [que faz pro bono] é também tentar levar a xSTF a competições do mais alto nível como a Def Con CTF”, o equivalente à taça do mundo do hacking, cujo apuramento das dez equipas finalistas é já em Maio.



Retenção de “cérebros” em Portugal

Mesmo antes do investigador pensar em iniciar o doutoramento, Luís Antunes, director do departamento de Ciências dos Computadores da FCUP e do C3P, quer “segurá-lo como docente”. Tarefa árdua quando pesadas as propostas “de valores alucinantes” que o jovem de 24 anos recebe, de empresas portuguesas e estrangeiras, com que a administração pública “não tem capacidade financeira para concorrer”.


“Neste momento, tenho dúvidas muito sérias de que algum doutorado em Portugal tenha o conhecimento específico que ele tem na área da cibersegurança”, afiança o director que o convidou a entrar na equipa de hacking que a universidade “apoia totalmente a todos os níveis” e acredita “ajudar na capacitação de estudantes que podem colmatar lacunas grandes no mercado”. “É o ambiente mais próximo do real que se consegue simular e é um ambiente competitivo”, diz, o que “tipicamente agrada a esta geração”.


“Nesta área, o valor está nas mentes que brilham e isso pode desequilibrar a dimensão de um país”, afiança. Em Portugal, “termos cinco, dez cérebros destes, e podemos competir de igual para igual com países com cem milhões de habitantes". "Agora, temos é de ter uma estratégia de retenção destes cérebros cá”, conclui, dizendo que muitos dos 75 alunos que passaram pelo mestrado em Segurança Informática nem chegam a terminar a dissertação antes “de o mercado os vir buscar”.


Para já, ainda conseguem manter André Baptista como aliado e acreditam que, se sair, nunca passaria para o lado sombrio da força — afinal, até quando pregava uma partida inocente ele acabava por confessar.


Pergunta e resposta

#DeleteFacebook: sim ou não? 
Eu continuo a utilizar o Facebook. Foi um pouco escandaloso o que aconteceu [com a Cambridge Analytica], mas a mim não me surpreendeu muito. O importante é os utilizadores terem a noção que o que publicam é público, e que estão quase a vender os seus dados. Se aceitarem isto, com consciência, então sim. Até porque hoje em dia é muito difícil fugir ao Facebook [risos].

Post it a tapar a webcam: sim ou não?
Eu não uso, mas é porque uso um adesivo próprio. Nós tapamos todos a webcam. Existem formas de filmar sem acender a luzinha; é uma das principais preocupações que as pessoas deveriam ter. Porque é relativamente fácil fazê-lo. Claro que eu nunca iria espiar quem quer que fosse.

"Hactivismo": sim ou não? 
Lá está, o “hacktivismo” está no meio. Não é aquele black hat (“chapéu preto”) para roubar directamente as pessoas, mas é utilizar estes conhecimentos para exprimir uma opinião política, ou o que seja [outras formas de activismo]. Se bem que isso também é ilegal, portanto, também nunca encorajei nem participei em actividades dessas (e muito menos actividades criminosas mais graves). Eu sou um “chapéuzinho branco”, sou investigador de segurança, gosto de fazer as coisas, mas não gosto de correr o risco de ir preso. E, com alguma dedicação, dá para tirar valores se calhar até superiores aos dos black hat. Compensa, neste momento, utilizar estes conhecimentos para o bem.

Defendes com garras a ética na segurança informática. Achas que o conceito de hacker está mais desmistificado?
Ser hacker não é uma profissão, é um mindset. É querermos resolver as coisas de maneira diferente e desenvolver soluções para proteger as pessoas, empresas, países onde cada vez mais existe a necessidade de prevenir estas vulnerabilidades. É por causa de pessoas como eu, que fazem o que eu faço, que se pode no dia-a-dia utilizar as contas do email e das redes sociais na Internet, por exemplo, onde a segurança é um requisito fundamental, neste momento. As pessoas começam a ficar mais consciencializadas para o que é a segurança dos próprios dados e começa a falar-se mais nisto. Um ataque que deu muito que falar foi o Wannacry, o ano passado, por exemplo. Acho que as pessoas cada vez mais percebem isto e esquecem a ideia do tipo de capuz, numa sala escura a trabalhar sozinho e a participar em actividades criminosas, com o risco de serem apanhados e irem presos. Nós dificultamos o trabalho a estas pessoas mal-intencionadas. O que nos dizem no mestrado e nos concursos é que nós podemos realizar testes de penetração a autoridades e empresas, no entanto, não podemos utilizar estes conhecimentos para actividades criminosas. Se algum aluno daquele mestrado utilizar esse tipo de conhecimentos para o mal, desde logo nenhum o faria, mas se eventualmente algum o fizesse, seria uma vergonha enorme e poderia ser expulso. Nós repudiamos mesmo esse tipo de actividades e tentamos passar sempre a ideia ética na segurança informática. Isto é, ter consciência que nós podemos fazer isto e divertirmo-nos, mas sem causar danos, às empresas, às pessoas e que é na mesma possível usarmos esses conhecimentos para ganhar dinheiro [André fala em salários de 50 mil dólares por mês para os melhores investigadores da área].

terça-feira, 24 de abril de 2018

Entrevista a Daniel Sampaio: "“A Internet é uma oportunidade de proximidade e não de conflito” entre pais e filhos"

RUI GAUDÊNCIO

Artigo de Rita Marques Costa para o Jornal Público, em 21 de abril de 2018.

Drogas, álcool e sexualidade continuam a ser questões que marcam a adolescência. Mas agora também se vivem na Internet, essencialmente através do telemóvel. No livro Do telemóvel para o mundo, Daniel Sampaio oferece um guia prático sobre como os pais de adolescentes podem lidar com estas questões e utilizar a Internet como forma de aproximação e não de conflito.

Em Do Telemóvel para o Mundo — pais e adolescentes no tempo da Internet, Daniel Sampaio fala da Internet como “um ponto de encontro entre gerações”. Uma “coisa maravilhosa”.

No seu 27.º livro o psiquiatra propõe um guia prático sobre como lidar com adolescentes, num tempo em que o telemóvel passou a ser uma extensão deles próprios. Equilíbrio, confiança e afecto são palavras-chave. E faz questão de sublinhar: apesar das mudanças tecnológicas “os pais continuam a ser o mais importante de tudo”.


No livro sente necessidade de explicar com algum detalhe as principais redes sociais utilizadas pelos jovens. Além disso, sublinha que os pais precisam de melhorar a sua literacia digital. Os pais ainda não sabem o suficiente sobre a Internet onde os filhos navegam?

Estão longe de saber. Os pais sabem o que é o Facebook e o Instagram, mas não sabem como é que os filhos os utilizam. Evidentemente que para algumas pessoas aquela informação pode parecer excessiva, mas o que eu pretendi foi descrever a evolução, por exemplo, do Facebook, que é sobretudo utilizado para promover eventos e festas de anos, e muito pouco como rede social de comunicação. Enquanto o Instagram e o Whatsapp são muito mais utilizados para comunicar. A tónica do livro é que os pais devem conhecer e dialogar e não devem controlar, como alguns fazem, espiando o telemóvel ou colocando filtros.


Então como é que pode haver algum controlo por parte dos pais?

Defendo que desde o tempo da infância, os pais ajudem os filhos a utilizar a Internet, de modo a que eles possam interiorizar as regras desde muito cedo. Estou a falar dos quatro, cinco anos de idade. E que aos 10 anos, quando têm o telemóvel, exista novamente uma conversa sobre a utilização do telemóvel. O que é importante é que os pais estejam à vontade para poder perguntar "O que é que estás a colocar na Internet?", "O que estás a ver?", "Vamos falar".


Refere ao longo do livro a importância de que os pais preservem a privacidade dos filhos. Mas como é que podem "arrancar" alguma coisa dos jovens e adolescentes sem comprometer a sua privacidade?

Esse é o grande desafio da adolescência: promover a autonomia, sem perder o controlo. É um equilíbrio. Como é que se equilibra? Através da confiança. Se houver essa preocupação em falar e a partilha do que se passa na Internet e na escola, do que eles estão a sentir perante uma notícia na televisão... Se o clima familiar for de confiança, é mais fácil uma confidência. Por isso é que digo que a Internet é uma oportunidade de proximidade e não de conflito e separação como por vezes vejo em algumas famílias.


Que conhecimento sobre a Internet é que os pais devem passar às crianças quando, por vezes, eles próprios também não têm grande conhecimento?

Estamos a falar de tecnologias que já têm alguns anos. Tem havido alguma dificuldade das pessoas em perceberem o impacto das novas tecnologias. É importante dizer que a Internet é uma coisa maravilhosa. Por isso é que falo do telemóvel para o mundo, porque o telemóvel hoje abre as fronteiras de todo o mundo e permite contactar em todo o lado. Mas é preciso explicar que depende da forma como se utiliza. E é preciso explicar que é preciso usar com regras, com parcimónia, não invadir os tempos familiares essenciais — o pequeno-almoço, a partida para a escola, a chegada a casa, o jantar e deitar. Que as crianças e os adolescentes possam usar o telemóvel como uma coisa boa e que não seja uma fonte de conflito.


Mas também aponta que os jovens saem do Facebook porque os adultos estão lá.

Sim. Neste momento, o Facebook é abandonado pelos adolescentes porque é um território que foi apanhado pelos adultos. Eles querem sempre ter um território mais privado que seja seu. É bom que exista um território de comunicação privado entre os jovens, para que eles possam comunicar entre si, mas que também possam comunicar com os adultos.


O que muda na forma como os jovens passam pela adolescência agora que estão apetrechados com smartphones?

Com a Internet, de uma forma geral, é tudo muito diferente. Tínhamos um paradigma para compreender a adolescência que era família, grupo de amigos e escola. Víamos que um adolescente estava bem com os pais, tinha amigos e estava bem na escola, então estaria bem. Hoje em dia, isso continua a ser importante. Os pais continuam a ser o mais importante de tudo na adolescência. Os amigos são muito importantes na fase média da adolescência, entre os 15 e os 17 anos, mas surgiu agora esta comunicação em rede. É preciso perceber que isso se traduziu numa forma muito diferente de encarar o corpo adolescente, a sexualidade, a forma de falarem uns com os outros, foi tudo muito alterado. O livro é dedicado aos pais, que têm de saber cada vez mais sobre isso para poderem comunicar melhor. Eu fiz um capítulo só sobre a sexualidade porque encontro muitas dúvidas dos pais sobre a sexualidade dos filhos.


No campo da pornografia e da sexualidade, como é que a Internet torna estes temas ainda mais complexos?

Esse é um tema muito interessante que resolvi incluir no livro. No meu contacto com os jovens adolescentes, percebi que sobretudo os rapazes vêem muita pornografia porque é muito fácil de aceder. A grande questão da pornografia é que deve ser discutida. Para já, é uma indústria. Depois, há uma exploração do corpo da mulher. E ainda introduz uma dimensão que não corresponde à vida normal das pessoas. É um tema que se deve falar frontalmente e sobre o qual acho que eles estão desejosos de conversar.


Também fala da falta de educação sexual nas escolas. Isto ainda é um problema?

Fui coordenador do grupo de trabalho que deu origem à lei da educação sexual em 2009. Fomos nós que propusemos os programas de educação sexual que depois foram convertidos em lei. O que eu verifico nas escolas é que isso está reduzido ao mínimo. A uma hora ou duas por ano. E isso acho que faz imensa falta. As pessoas pensam que educação sexual é falar de sexo. Mas é sobretudo falar de educação e tem a ver principalmente com a ética na sexualidade. Com a relação rapaz/rapariga, com a homossexualidade, com o respeito entre as diferentes pessoas, com a contracepção, o conhecimento do corpo. Tem a ver com uma série de conteúdos adequados à idade que se deviam dar nas escolas. Para isso era preciso que os professores continuassem a preparação que na altura tiveram.


Aproximar pais e filhos em torno das novas tecnologias e daquilo a que chama a "pequena conversa" são dois aspectos que considera cruciais. O que impede que isto aconteça?

Acho que isso é sobretudo um problema dos pais. Porque os pais continuam com uma ideia de que é preciso falar muito a sério com os filhos sobre estes temas. Essa é uma ideia que eu acho que é do passado. Isso foi-me transmitido pelos jovens com quem trabalhei para este livro. Trabalhei com um grupo de quatro jovens, com quem fiz um debate de duas horas sobre todas estas questões. Todos eles - três rapazes e uma rapariga - me disseram que a conversa séria com os pais não resulta.


É aí que surge a “parentalidade construtiva”. Os pais ainda têm de aprender a ser construtivos?

Completamente. [Esse conceito] é uma coisa que resulta da investigação. O que se sabe hoje em dia é que o estilo parental é muito importante. Sabe-se que os pais que têm autoridade sem autoritarismo e ao mesmo tempo estão envolvidos afectivamente com os filhos, promovem uma adolescência mais saudável. Os pais que têm um grande autoritarismo e aqueles que são mais permissivos contribuem para uma adolescência com mais problemas. Essa eficácia parental tem muito a ver com o amor firme, mas ao mesmo tempo com o amor afectivo. É isso que se chama parentalidade construtiva.


Dá o exemplo de um pai que lhe coloca uma questão sobre partilhar um “charrinho” com o filho de 15 anos. Isto é muito perigoso?

É, porque é completamente diferente utilizar os derivados da cannabis num adulto e num adolescente. Nós podemos dizer que a cannabis na adolescência prejudica as tarefas da adolescência. Porque diminui a concentração e a atenção. Eles têm mais tendência a fracassar na escola. Aparecem uma série de conflitos familiares resultado do uso das drogas. A adolescência é mais problemática. Num adulto é completamente diferente. Um adulto já tem a sua vida feita e as repercussões são diferentes. Quando o chamado “pai camarada” faz isso com o filho ao lado, está a dizer que não tem importância nenhuma.


No livro faz questão de referir que a adolescência não é um período tão negro como muitos o pintam. 

Sim. Isso tem uma razão histórica. Durante muito tempo, a adolescência foi considerada uma espécie de doença. Quando se fala com muitos jovens verifica-se que é uma época boa, porque é de descoberta. É difícil para os pais. Na infância e na idade adulta dos filhos é mais fácil ser pai. Mas é preciso explicar que a grande maioria dos jovens a vive como um bom período.



Dicas para os pais de crianças e adolescentes na era do telemóvel

Dar um telemóvel: 
“Aos 10 anos, porque corresponde ao 5.º ano de escolaridade, em que têm menos tempo de aulas e ficam mais tempo sozinhos. O telemóvel pode ser útil.”

Explicar como funciona a Internet: 
“A explicação da Internet deve começar por volta dos quatro, cinco anos.”

Proibir o uso do telemóvel:
“Sobretudo à noite. O telemóvel não deve ser levado para o quarto de dormir e isso deve ser dito bem cedo. Para criar a regra. Depois, à hora das refeições.”

Permitir uma conta no Facebook: 
“Há uma regra deles [Facebook] que não é cumprida [quanto à idade mínima]. Eu diria 12, 13 anos, o início da adolescência. Mas com muitas regras.”

Regras a aplicar na utilização do Facebook: 
“Aquelas que as pessoas sabem mas não cumprem. Não dar dados de identificação, como o nome, a idade certa, ou a escola onde se anda, não colocar imagens privadas, a não ser mais tarde, e não contactar com estranhos dando dados pessoais.”

Que fotos dos jovens e crianças se devem partilhar nas redes sociais: 
“O direito à reserva da imagem é muito importante. Ter muito cuidado na infância. Deve haver uma grande cautela nisso.”

Que estratégia para conversar com os filhos:
“A mensagem é aproveitar pequenos momentos, seja no carro para a escola, no final de semana, quando vão tomar um café, a propósito de um programa de televisão... Aproveitar essa conversa que surge espontaneamente para poder transmitir alguns valores e algumas regras.”

quinta-feira, 19 de abril de 2018

12 coisas que deve apagar do seu Facebook

Photo by Rodion Kutsaev on Unsplash

Artigo publicado no site Dinheiro Vivo, em 17 de abril de 2018.


Pode nunca lhe ter passado pela cabeça publicar os dados do seu cartão de crédito, mas talvez não pense o mesmo em relação à sua data de nascimento.

Com o seu nome, a sua morada e com a sua data de nascimento, ter acesso à sua conta bancária e a outros dados pessoais torna-se mais fácil. E para receber centenas de mensagens de parabéns de mais outras centenas de amigos virtuais, com os quais possivelmente nunca falou, provavelmente não vale o risco. Pode nunca ter publicado uma fotografia do seu cartão de crédito no mural do Facebook, mas pode já ter divulgado uma imagem do seu bilhete de avião. Talvez não tenha pensado que o seu cartão de embarque tem um código de barras único, que pode ser utilizado para que retirar as informações pessoais que forneceu à companhia aérea.

Pode nunca ter publicado uma fotografia do seu cartão de crédito no mural do Facebook, mas pode já ter divulgado uma imagem do seu bilhete de avião. Talvez não tenha pensado que o seu cartão de embarque tem um código de barras único, que pode ser utilizado para que retirar as informações pessoais que forneceu à companhia aérea.

Com 2 mil milhões de utilizadores, o Facebook tem um enorme poder de influência e todos os cuidados são poucos quando se lida com algo tão poderoso. O recente escândalo que envolveu a Cambridge Analytica, que afetou mais de 50 milhões utilizadores, fez com que muitas pessoas questionassem o papel que o Facebook desempenha em suas vidas. Mas afinal, o que sabe a internet sobre si?

Leia aqui: “Seis factos surpreendentes que o Facebook sabe sobre si

Depois do movimento #DeleteFacebook que ganhou grande visibilidade, depois de vários famosos e marcas influentes terem apagado as suas contas do Facebook, muitas pessoas decidiram abandonar a rede social e outras estão agora mais preocupadas com questões de privacidade. Provavelmente, não está a pensar divulgar agora o seu endereço ou a localização da sua mais recente fotografia.

Assim, o portal Indy100 from Independent elaborou uma lista com as 12 coisas que qualquer utilizador deve eliminar do seu Facebook, com vista a preservar a sua intimidade e privacidade, bem como, principalmente a sua segurança. Eliminar grande parte das centenas, ou milhares, de amigos que tem no Facebook pode mesmo tornar a sua intereção social online mais saudável. 

Descubra o que não deve divulgar no seu Facebook, veja a fotogaleria.