segunda-feira, 16 de abril de 2018

WhatsApp vai passar idade mínima de utilização dos 13 para os 16 anos

Artigo publicado no Observador em 13 de abril de 2018.


A idade mínima de utilização do WhatsApp vai ser aumentada para os 16 anos. Até agora, era necessário ter pelo menos 13 anos para poder usar a aplicação de mensagens instantâneas.

RITCHIE B. TONGO/EPA


O WhatsApp vai aumentar a idade mínima exigida para poder usar a aplicação. Atualmente, os termos de utilização da plataforma de mensagens indicam que é necessário ter pelo menos 13 anos para usar a app mas o objetivo é elevar essa fasquia para os 16 anos. 

A alteração foi partilhada no Twitter da WeBetaInfo, a plataforma responsável pela monitorização da atividade no WhatsApp. A ideia é efetivar a mudança nas próximas semanas – de maneira a que esteja em vigor antes de ser oficializado o regulamento geral de proteção de dados da Europa, a 25 de maio.

Este aumento da idade mínima levanta uma questão que já existe com outras aplicações: ainda que seja apontada uma idade mínima, não é requerida qualquer validação dessa mesma idade. Logo, uma criança com menos de 16 anos pode mentir e indicar que é mais velha. No Facebook e no Tinder, por exemplo, a idade mínima de utilização sobe para os 18 anos mas também não existe qualquer verificação.

De recordar que o WhatsApp pertence ao Facebook, que foi recentemente envolvido num escândalo de proteção de dados dos utilizadores.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Mãe ensina maneira genial de incentivar os filhos a ler ao invés de ficarem só na internet

Photo by Annie Spratt on Unsplash


Artigo publicado em A Grande Arte De Ser Feliz, em 19 de outubro de 2017.


Mãe ensina maneira genial de incentivar os filhos a ler ao invés de ficarem só na internet
Uma brincadeira simples que envolve um desafio poderá trazer grandes benefícios para a educação dos seus filhos.

Querido pai, querida mãe,

Com que frequência você censurou seus filhos por terem passado muito tempo na internet ou nos games? Algo como:

“Em vez de se sentar com os olhos colados ao seu celular, por que você não lê um livro legal! Os livros são os objetos estranhos que você pode encontrar na biblioteca”.

E então as queixas e discussões começam.

Os smartphones envolvem completamente os jovens… são onde as crianças entram nas mídias sociais e conversam com os amigos. A conexão wi-fi é sua chave mágica para a felicidade.

Se você está procurando uma maneira inteligente de aproximar seus filhos da leitura e tirá-los do WhatsApp, veja o exemplo desta mãe engenhosa que encontrou uma maneira original de educar seus filhos sobre como usar a internet com sabedoria. Sua ideia, que tornou viral na web, também foi relatada na edição italiana do Huffington Post:

“A senha do wi-fi desta semana é a cor do vestido de Anna Karenina no livro. Eu disse o livro, não o filme!! Boa sorte! Mamãe”, ela escreveu em um pedaço de papel.

A única maneira que seus filhos (em idade escolar) poderiam encontrar a senha para a conexão à internet era lendo o livro de Tolstoi.

Não é ruim quando um truque faz as crianças se apaixonarem pela leitura e isso faz obter o seu wi-fi muito desejado se a resposta for correta!

O destino final é a experiência de navegar pela literatura, mas uma pequena caça ao tesouro em uma obra literária é uma ótima maneira de eles começarem.

E quem não gosta de caça ao tesouro?

A propósito, você já leu Anna Karenina?

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dispositivos móveis: a invasão das chupetas digitais!


visualhunt


Os dispositivos móveis têm uma enorme influência no dia a dia das crianças e jovens. Gostaria de partilhar consigo uma experiência deveras preocupante a que recentemente assisti enquanto jantava num restaurante com muitas famílias à mesa.

O que vai ler já não será novidade para si, mas reflete dois dos maiores perigos para a saúde do seu filho. Tem a ver com dispositivos móveis e afeta milhares de famílias em todo o mundo.

Estavam dois casais à mesa, cada um acompanhado por um filho. Jantavam tranquilamente e saboreavam os petiscos servidos. Os casais conversavam entre si e os dois miúdos estavam entretidos com as suas chupetas digitais. O mais novo com cerca de 2/3 anos via vídeos no YouTube e o mais velho com cerca de 8/9 anos mexia no telemóvel com aquele gesto característico de quem estava no Facebook. Ambos tinham outra particularidade: era fácil observar que estavam bem acima do peso recomendado para as suas idades.

De repente, falhou a internet e a criança mais velha começou a reclamar num tom elevado. Quando os pais aproveitaram esse momento para tirar o tablet ao mais novo e dar-lhe a sopa, imagine o que aconteceu: gritos.

Enquanto tinham as chupetas digitais, tudo estava tranquilo, mas quando ficaram sem elas, gerou-se o caos à mesa.

 Algumas considerações sobre dispositivos móveis:
  • Para mim, os telemóveis/tablets, bem como as redes sociais, não são bons nem maus. São apenas um amplificador do que já existe naquela família.
  • Passar demasiado tempo em frente a dispositivos móveis provoca uma adição, como se de uma droga se tratasse, mas sem a consequente degradação física que esta última provoca. Vendo bem as coisas, é até o contrário: provoca um aumento do peso com consequências igualmente drásticas para a saúde.
  • Estar com o seu filho ou passar tempo com ele não é apenas estar ao seu lado. Isso qualquer um faz. Estar com o seu filho é ligar-se a ele num estado puro e despido de qualquer artifício eletrónico/digital. É criar uma ligação profunda através de:
  1. Contacto ocular;
  2. Conversa;
  3. Toque, abraço e carinho.

 

Conselhos para educar o seu filho longe dos dispositivos móveis:

  • Troque as chupetas digitais por momentos de pura magia.
  • Crie o hábito de conversar com o seu filho, seja ao almoço/jantar, seja em qualquer outro momento.
  • Faça da brincadeira um trabalho para a vida toda e brinque com ele até se cansarem.
  • Realize atividades desportivas com o seu filho. Saiam à rua, corram, sujem-se e rasguem a roupa enquanto brincam. Eduquem o vosso corpo através do movimento corporal (e não apenas com o movimento ocular).
  • Crie regras para o uso de dispositivos eletrónicos e defina o período e os locais em que a criança pode usá-los.
  • Seja grato pelas birras, choros e aborrecimentos do seu filho. São apenas oportunidades para ensinar a si e a ele uma competência muito importante chamada paciência. Esta leva-nos ao autoconhecimento emocional e social.
Parece fácil lidar com o poder que os dispositivos móveis têm sobre as crianças? E é! Basta começar a colocar em prática algumas destas dicas. Seja persistente e ensine dando o exemplo.
 

Nelson Ramos

Consultor IHTP Academia de Educação

Raparigas mais prejudicadas com uso de redes sociais

DR

Artigo publicado no JM Madeira em 23 de março de 2018



A utilização de redes sociais no início da adolescência, por volta dos 10 anos de idade, prejudica o bem-estar das raparigas, afirma um estudo científico que não verificou o mesmo efeito nos rapazes.

Os investigadores da Universidade de Essex e da University College London, no Reino Unido, encontraram uma ligação entre o aumento do tempo gasto nas redes sociais, por volta dos 10 anos de idade, e uma redução no nível de bem-estar sentido pelas raparigas mais à frente na adolescência, divulgou o ‘Sciencedaily’ através de comunicado.

A investigação foi publicada no BMC Public Health e indica que as adolescentes usam mais as redes sociais do que os rapazes. Com cerca de 13 anos, metade das raparigas passam mais de uma hora por dia nas redes sociais, em comparação com apenas um terço dos rapazes.

Por volta dos 15 anos, ambos os sexos aumentam a sua interação nas redes sociais, com as raparigas a manterem uma média de uso maior do que os rapazes – 59% das raparigas contra 46% dos rapazes.

O estudo teve por base dados de um inquérito nacional efetuado no Reino Unido, anualmente, entre 2009 e 2015, envolvendo 9.859 adolescentes com idades entre os 10 e os 15 anos.

Os jovens tiveram que responder a uma série de perguntas sobre o tempo que passavam nas redes sociais e definir uma espécie de escala da felicidade, em que tinham que pontuar o seu grau de satisfação com fatores como a vida familiar e escolar.

Passwords de nove carateres tornam-se obrigatórias em novembro


Leon Neal

Artigo de Hugo Séneca para a Exame Informática em 5 de março de 2018.

Apps, redes sociais, serviços públicos ou sites de comércio eletrónico vão ter de adotar sistemas de autenticação com nove carateres que combinem letras, algarismos e carateres especiais. A proposta consta nos requisitos técnicos de transposição do Regulamento de Proteção de Dados (RGPD).

Hoje, uma parte considerável dos serviços online ainda dá margem de manobra à imaginação de cada utilizador para a escolha da password, mas, até de 25 de novembro, os serviços online que operam em Portugal vão ter de adotar ou configurar os respetivos sistemas de autenticação para que passem a operar com um mínimo de nove carateres de diferentes tipologias (letras maiúsculas e minúsculas, algarismos, e carateres especiais). A aplicação de sistemas de autenticação mais robustos consta na lista de requisitos que o Governo pretende aprovar em Conselho de Ministro e na Assembleia da República a fim de garantir a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) a 25 de maio. Apps, redes sociais, serviços públicos ou sites de comércio eletrónico vão ter de proceder às alterações nos seis meses que se seguem à entrada em vigor do novo Regulamento. O que significa que os sistemas com passwords «complexas» de nove carateres terão de estar implementados até ao dia 25 de novembro.

O Governo ainda não tornou públicos os documentos, mas já começou a distribuir pelos diferentes intervenientes no mercado as versões dos requisitos técnicos e da nova legislação. A Exame Informática teve acesso à proposta de lei e aos requisitos técnicos da transposição do RGPD. As propostas ainda poderão vir a sofrer algumas alterações em Conselho de Ministros e no Parlamento, mas tendo em conta que se trata da transposição de um Regulamento comunitário, tudo leva a crer que as eventuais modificações terão sempre um efeito limitado.

Se na proposta de lei os maiores destaques incidiam sobre a isenção de coimas para entidades estatais e a definição dos 13 anos como limite mínimo para o tratamento de dados, nos requisitos técnicos as atenções centram-se no contrarrelógio de seis meses e na obrigatoriedade de passwords de nove carateres – que passam para os 13 carateres, no caso dos profissionais que asseguram a gestão dos diferentes sistemas informáticos.

«Sempre que aplicável, a palavra-passe deve ter no mínimo 9 carateres (13 carateres para utilizadores com acesso privilegiado) e ser complexa. A sua composição deverá exigir a inclusão de 3 dos 4 seguintes conjuntos de carateres: letras minúsculas (a…z), letras maiúsculas (A…Z), números (0…9) e caracteres especiais (~! @ # $ % ^ & * () _ + | `- = \ {} []:"; '<>?,. /). Poderá, em alternativa, ser constituída por frases ou excertos de texto longo conhecidos pelo utilizador, sem carater de “espaço”», determina a lista de requisitos técnicos que o Governo pretende aprovar nos próximos tempos para proceder à transposição do RGPD.

O documento elenca um total de 98 requisitos técnicos. Uma parte desses requisitos é obrigatória; e outra parte não vai além do caráter de recomendação. Conheça mais requisitos técnicos previstos pela proposta de lei para a transposição do RGPD no artigo, de acesso livre, que foi publicado na Exame Informática Semanal.

Conselho de Ministros: aprovada proposta de lei sobre o regulamento da proteção de dados


Fábio Augusto



Notícia de Rita Marques Costa para o Público, em 22 de Março de 2018.

O Regulamento Geral da Protecção de Dados entra em vigor a 25 de Maio.

A proposta de lei que assegura a execução a nível nacional do Regulamento Geral da Protecção de Dados (RGPD) foi aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros. "O regulamento entra em vigor independentemente de qualquer acto dos Estados-membros, mas era bom que o RGPD e a proposta de lei pudessem estar disponíveis em simultâneo", disse a ministra da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, em conferência de imprensa. Mas para isso ainda é necessária a aprovação do documento no Parlamento. 

O RGPD entra em vigor a 25 de Maio de 2018, prazo a partir do qual as entidades devem cumprir as novas regras. Na quinta-feira, podia ler-se no site do Governo que "as entidades responsáveis terão um prazo máximo de 18 meses para implementação após a data de entrada em vigor da resolução". Contudo, a informação foi entretanto eliminada por estar "incorrecta", disse fonte do Ministério da Modernização Administrativa ao PÚBLICO. 

As regras específicas propostas pelo Governo – detalhadas num comunicado da Presidência do Conselho de Ministros – estão em linha com o que já tinha sido noticiado sobre o tema. As empresas responsáveis por serviços online dirigidos às crianças, só vão poder tratar os dados de menores de 13 anos caso exista consentimento dos pais ou representantes legais. A utilização de sistemas de videovigilância vai ter de respeitar as "zonas de digitação de códigos de caixas multibanco, instalações sanitárias, zonas de espera e provadores de vestuário e o interior de áreas reservadas a trabalhadores". E sublinha-se que "a protecção de dados pessoais não prejudica o exercício da liberdade de expressão, informação e imprensa". 

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, este regulamento visa "proteger o cidadão face ao tratamento de dados de pessoas em larga escala por grandes empresas e serviços da sociedade de informação".

Na proposta são também definidos valores mínimos para as coimas (entre os 500 e os 5000 euros) e valores máximos, que podem chegar aos 20 milhões de euros, ou 4% do volume de negócios anual para contra-ordenações muito graves.

Questionada sobre a ausência de coimas para a administração pública, Maria Manuel Leitão Marques detalhou que "o RGPD permite que as coimas não se apliquem" a estas entidades. E acrescentou: "a nossa proposta é que isso aconteça por três anos e que depois seja reapreciado". O RGPD "foi sobretudo pensado – mas não é esse o resultado final – tendo em conta grandes empresas multinacionais para quem os dados, e muitas vezes os dados pessoais, são o seu negócio ou aquilo em que assenta a sua actividade, e não para as administrações públicas dos Estados-membros que têm também a obrigação de os proteger, mas não usam os dados pessoais como negócios", afirmou a governante.

Por isso, "também criámos coimas o mais reduzidas possível para as PME", explicou a ministra.

No alinhamento da proposta, o Governo seguiu "uma orientação que foi a do mínimo de perturbação institucional", explicou a responsável.