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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Instagram é a pior rede social para a saúde mental dos jovens

Photo by Erik Lucatero on Unsplash


Artigo publicado no site Sapotek, em 10 de abril de 2018.

Esta é uma das conclusões da pesquisa #StatusofMind, que indica que a aplicação tem um impacto negativo na imagem que os utilizadores têm de si. No entanto é uma boa influência em termos de auto-expressão e auto-identidade.

Perto de 1.500 jovens entre os 14 e os 24 anos analisaram e classificaram de que forma as redes sociais como o YouTube, Snapchat, Twitter, Facebook e Instagram os influenciam em questões como a ansiedade e a solidão.

E se o YouTube obteve a classificação mais positiva, seguido do Twitter, o Instagram ficou no fundo da tabela. Segundo o relatório da Royal Society for Public Health (RSPH), "as plataformas que deveriam ajudar os jovens a conectarem-se podem estar, na realidade, a alimentar uma crise de saúde mental".

Shirley Cramer, uma das responsáveis da RSPH, afirma as redes sociais têm sido descritas como mais viciantes do que cigarros e álcool e, estando tão enraizada na vida dos jovens, já não é possível “ignorá-las quando se fala dos problemas de saúde mental das pessoas”.

Através das plataformas como o Instagram e o Snapchat é fácil que a perspetiva da realidade se torne distorcida e a má classificação destas duas plataformas estará relacionada com o facto de ambas estarem muito focadas na imagem dos utilizadores, gerando sentimentos de inadequação e ansiedade nos jovens.

A socialização por trás de um ecrã também pode isolar de uma forma única e, com a primeira geração de utilizadores de redes sociais a chegar agora à idade adulta, o estudo defende que é importante criar bases para “minimizar os possíveis danos e moldar um futuro digital que seja saudável e próspero”.

"Como profissionais de saúde, devemos fazer todos os esforços para entender as expressões, os léxicos e os termos da cultura jovem moderna para melhor nos ligarmos e percebermos os seus pensamentos e sentimentos”, recomenda o relatório.

Como lidar com esta nova geração "dependente" da tecnologia

Photo by lifesimply.rocks on Unsplash


Artigo escrito por Clara Soares para a revista Visão, em 8 de abril de 2018.

Duas psicólogas, especialistas em perturbações que afetam os adolescentes, falam das pressões excessivas e dos exageros da vida virtual. Não é à toa que a Organização Mundial de Saúde acabou de incluir o “vício de videojogos” na sua lista de doenças do foro psiquiátrico.


IVONE PATRÃO

A investigadora do ISPA – Instituto Universitário de Psicologia Aplicada e autora do livro Geração Cordão defende que os adultos devem falar com as crianças desde cedo sobre 
o uso da tecnologia

Os adolescentes passam demasiado tempo online ao ponto de isso lhes alterar o humor?

Há dez anos, comecei a receber na clínica jovens com indicação de comportamentos agressivos e alterações do sono, mas que nada tinham que ver com perturbação de hiperatividade e défice de atenção. Estavam ligados à dependência online. 
A dependência da tecnologia compromete a alimentação, o sono, o rendimento escolar, as relações com os outros. Numa pesquisa que fizemos com meio milhão de adolescentes que usa smartphone, 14% deles tiveram a cotação máxima em dependência da internet.

A vida virtual e o multitasking afetam o funcionamento 
do cérebro juvenil? 
Há diferenças de género?

Quem já tem outros fatores de risco para sintomas ansiosos e depressivos fica mais vulnerável. 
Os estudos na área da neurobiologia, com recurso a ressonâncias magnéticas, mostram que são ativadas as mesmas zonas cerebrais (da recompensa) nos utilizadores da internet e de videojogos. O excesso 
do seu uso limita o desenvolvimento 
e o treino das competências sociais 
e da autonomia. Uma investigação com 2 220 jovens, entre os 12 e os 30 anos, permitiu perceber que os rapazes tendem a ligar-se mais aos videojogos 
e as raparigas às redes sociais.

Os miúdos aprendem por imitação e seguem o modelo dos pais. Estes estão à altura?

Os jovens, com legitimidade, perguntam: “Então o meu pai não me deixa estar na internet e, à uma da manhã, põe um post no Facebook?” Chegam aos 16 anos sem nunca terem conversado sobre isto com os pais ou recebem respostas vagas como “podes estar, mas só um bocadinho” ou “já estás nisso há tempo demais”. 
Não são exemplos a seguir.

Os jovens podem ficar deprimidos pelo medo da comparação social 
na vida real. Como se lida com isto na vida virtual?

A pressão do grupo sempre existiu. 
A vida online amplia essa pressão, eles ficam 24 horas ligados, sem parar 
para refletir, como acontecia antes. Deixaram de ter time out. Assumo que a sintomatologia ansiosa e depressiva tem que ver com esta sobrecarga. Aconselho os pais a promoverem momentos de encontro. Definam regras, como o não usar ao jantar, sem exceções, seja o jogo ou o email de trabalho a enviar. Mas falem uns com os outros!


TERESA LOBATO FARIA

A especialista lembra que os jovens precisam de se sentirem compreendidos e aceites pelos adultos, sem pressões excessivas nem julgamentos. E deixa pistas para os pais e os professores

Porque se agravam 
os sintomas ansiosos e depressivos 
na adolescência?

Essa é a altura da vida em que os jovens começam a questionar e a tomar decisões, a imitar o que fazem os amigos. 
É também nessa altura que surgem atitudes de isolamento ou de rebeldia. Há também a questão genética, o bullying, a rejeição do grupo e o stress crónico nas famílias. O imediatismo social dominante limita a capacidade de esperar e de resistir à frustração. 
A ansiedade vem antes da depressão 
e é um fator de risco para esta.

O que faz com que haja jovens que se sintam menos bem na escola, chegando mesmo a vomitar?

Vomitar pode traduzir uma fobia escolar ligada à angústia da separação ou ao excesso de exigência e à pressão para o sucesso. Muitas vezes, os adultos exigem em vez de ajudarem. Por exemplo, quando divulgam nas redes sociais o facto de o filho estar no quadro de honra... A intenção até pode ser boa, mas a comparação social cria sensações de incapacidade.

A adolescência não é uma doença. 
Há alguma coisa que está 
a escapar aos adultos?

O pior que se pode dizer a um adolescente aflito é: “Tu sabes, tu consegues.” Isto agrava o problema, conduz a estados de desistência e de falta de esperança. Outros erros comuns: numa turma, castigar os malcomportados sem ter a sensibilidade de avaliar o impacto que isso tem sobre os perfeccionistas, que vão para as aulas com uma ansiedade horrível; pais que ficam ofendidos se os jovens preferem programas com amigos às saídas com eles.

Que fatores contribuem 
para uma adolescência tranquila?

A partilha familiar, que é um fator protetor por excelência, mas existe pouco, 
e ter abertura para aceitar os deslizes e a experimentação dos miúdos. Imagine que o vê a fumar – mas é fumador, está em risco ou só a experimentar? Os pais também não devem ficar sentidos perante os primeiros sinais de autonomia dos filhos, o que é saudável. Quando os vossos filhos se queixam, levem-nos a sério. Evitem que meros mal-entendidos se tornem conflitos enormes. Saibam ouvir e respeitar para que eles não se sintam incompreendidos e cresçam com chão e esperança.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Antes de partilhar fotos de menores nas redes sociais, pense nisso

istock


Notícia do https://www.noticiasaominuto.com de 27 de fevereiro de 2018.


"Nos Estados Unidos, há uma média de 1500 fotos de menores publicadas pelos pais, antes dos filhos completarem cinco anos de idade, conta o Lavanguardia. Esta é uma prática comum para quem partilha publicamente qualquer momento da sua vida. Nesta perspetiva, poderá fazer sentido que também partilhe aspetos relativos aos seus filhos, mas e quando a criança crescer e tiver idade para opinar sobre se quer ou não esta exposição da sua vida privada?

Esta partilha constante e desenfreada é identificada como ‘Shareting’, que junta os conceitos ‘partilha’ (share) e criar/educar (parenting), numa tentativa de alertar para a necessidade de consciencialização sobre esta prática.

Várias iniciativas seguem este propósito como é o caso da espanhola ‘Por un uso Love de la tecnologia’, que partilha um conjunto de dicas de comportamento a seguir, para que não prejudique a imagem dos mais novos.

Antes de publicar alguma foto, pergunte-lhes se concordam: Os pais têm domínio sobre os filhos menores de idade, mas criar um perfil digital sem que a criança tenha sequer noção, vai mais além dos aspetos sobre os quais as crianças não têm domínio.

Configure a privacidade do seu perfil nas redes sociais: Usando como referência o caso de adultos britânicos, sabe-se que 45% usa perfil fechado só para amigos, 20% permite que amigos de amigos vejam as suas publicações e que 8% optam por perfis abertos. Nos dois últimos referidos casos, há a possibilidade de configurar a privacidade de cada foto, independentemente da generalidade do seu perfil.

Amigos reais ou virtuais? Muito admitem que não são amigos de pelo menos metade das conexões que tem no Facebook. Pense se tem de facto interesse em partilhar fotos privadas do seu filho com estas pessoas que não conhece.

Atenção à informação que a foto transmite: Uma foto a usar o uniforme do colégio, com o equipamento da equipa de futebol que participa ou outro pormenor que revele informação sobre a sua vida, é mais do que partilhar uma simples foto.

Evite partilhar momentos vergonhosos: Os pais podem achar muito engraçado uma foto do filho na banheira, a dormir de boca aberta ou noutra situação que, anos mais tarde, possa vir a ser motivo de humilhação para o filho.

No caso de aparecer outras crianças na foto, peça autorização aos seus pais: Em última instância, a responsabilidade é sua. Partilhar as fotos dos seus filhos é uma decisão sua, mas não tem o direito de tomar esta decisão relativamente aos filhos de outros adultos.

Uma foto partilhada viaja milhares de quilómetros: Através de uma rede de cinco pessoas, qualquer publicação pode chegar ao outro lado do mundo. Pense nisso na hora de qualquer partilha".



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de "gostos" nas redes sociais

DR


Artigo de Cátia Leitão para a Revista Visão, em 4 de Janeiro de 2018:

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os 'gostos' no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas.

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos 'gostos'.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, "percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado", segundo o estudo. Mas, por outro lado, "tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo" como explica Anne Longfield ao dizer que "as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes".

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais - como os filtros - e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos 'gostos' e à aprovação social que estes trazem.

A comissária Longfield avisa os pais que "lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam" e acrescenta ainda que as escolas têm de se "certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade". Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de "deixar crescer uma geração de crianças que persegue 'gostos' para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat". Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que "se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam" mas "quando chegamos aos 50 'gostos' começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia". Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que "vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada".

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os 'gostos' são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório "Life in Likes" publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra - um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Há agora uma nova App do Facebook para crianças

Notícia do New York Times publicada em 4 de dezembro de 2017.




New Facebook App for Children Ignites Debate Among Families

SAN FRANCISCO — Few big technology companies have dared to create online products for boys and girls ages 13 and under.

But on Monday, Facebook introduced an app, called Messenger Kids, that is targeted at that age group and asks parents to give their approval so children can message, add filters and doodle on photos they send to one another. It is a bet that the app can introduce a new generation of users to the Silicon Valley giant’s ever-expanding social media universe.

In doing so, Facebook immediately reignited a furious debate about how young is too young for children to use mobile apps and how parents should deal with the steady creep of technology into family life, especially as some fight to reduce the amount of time their sons and daughters spend in front of screens. On one side are parents like Matt Quirion of Washington, who said Facebook’s snaking its way into his children’s lives at an early age would most likely do more harm than good.

“I’m an avid social media user, but I don’t feel my kids need more social interaction,” said Mr. Quirion, 39, whose three children are between ages 3 and 9. “They need their personal time to process all the social interaction and learn to grow into mature people.”




Just as vocal are parents like Parker Thompson of Alameda, Calif., who said children’s adoption of technology is an inevitability and who appreciated Facebook’s approach with the new app.

“Today, much of the time our options come down to giving kids devices and trusting things will work out, watching them closely at all times, or banning technology,” said Mr. Thompson, 38, a father of three children between 6 months to 8 years old. “Tech is going to be something kids adopt. The question is how this will happen.”

Facebook’s official entry into the children’s market is a watershed moment both for families and for the social network. Preteens and teenagers already flock to YouTube, Instagram, Snapchat and Musical.ly, general interest sites whose policies state that they are not for use by children under 13. Preteens are also avid senders of text messages.

But only a handful of messaging and social apps — like Kudos, a photo-sharing app — are designed for younger children to use with parental permission and supervision. That’s because of a federal law, the Children’s Online Privacy Protection Act, known as Coppa, which requires services aimed at children to obtain verifiable parental consent before collecting, using or disclosing personal information from a child under 13 — like photos, videos, voice recordings, location, contact information and names.



Until this year, even big tech companies had been loath to set up children’s sites with a parental consent system lest they violate the law. In 2011, for example, an operator of virtual worlds that had been acquired by the Walt Disney Company agreed to pay $3 million to settle Federal Trade Commission charges that it illegally collected and disclosed personal information from children under 13 without parents’ consent.

Facebook said the point of Messenger Kids was to provide a more controlled environment for the types of activity that were already occurring across smartphones and tablets among family members. The company said it had spent months talking to parenting groups, child behavioral experts and safety organizations to aid in developing the app, as well as thousands of hours interviewing families on the ways that members communicate with one another. The app is compliant with Coppa, it added.

“Right now for kids, the time they spend on devices is very passive,” said David Marcus, vice president of messaging products at Facebook. “It’s not really a device that helps you connect with others close to them.”

Messenger Kids is built so that children do not sign up for new Facebook accounts themselves; Facebook’s terms of service require that users be 13 or older. The app requires an adult with a Facebook account to set up the app for his or her child. After adults enter their Facebook account information into the app, they are asked to create the child’s profile and which friends or relatives he or she will be allowed to connect with on Messenger. Every additional friend request requires approval by the parent.

The app is fairly limited in scope, allowing for text and video chat, as well as sending photos. As with Instagram, Facebook or Snapchat, children can add filters or playful drawings to the photos they send.

Loren Cheng, product director for Messenger Kids, said Facebook would not use for marketing purposes the details it collected from children. He also said the company would not automatically convert children’s accounts to adult accounts when they turned 13.




The app, which will be in a preview release on Apple’s iOS devices before rolling out to a wider audience in the coming months, is Facebook’s latest effort to increase the number of people who rely on its service to connect with one another regularly. More than two billion people use Facebook every month, while its other apps, like Messenger, WhatsApp and Instagram, also have billions of users.

If Messenger Kids proves popular, Facebook may reap many benefits. The company could see increased messaging activity and more engaged, regularly returning users, not to mention insights and data on how families interact on Messenger.

Some children’s and privacy groups commended Facebook for saying that Messenger Kids would give parents control over children’s messaging and not show ads to children. But they also described Messenger Kids as a marketing effort to increase consumer loyalty.

“This is an attempt to create a feature that will help Facebook win over young people and keep their parents tied to the site,” said Jeffrey Chester, the executive director of the Center for Digital Democracy, a privacy and children’s advocacy group in Washington. “With YouTube monetizing the youngest children, it’s too lucrative a market for Facebook to overlook — plus the company is losing youth market share to Snapchat.”

Others cautioned that the app raised concerns about children’s privacy.

According to Messenger Kids’ privacy policy, the app collects registration details from parents such as children’s full names. It also collects the texts, audio and videos children send, as well as information about whom the child interacts with on the service, what features they use and how long the children use them.

The privacy policy also says that “Messenger Kids is part of Facebook” and that the company may share information collected in the app with other Facebook services. While parents can delete their children’s Messenger Kids accounts, the policy says, the messages and content that a child sent to and received from others “may remain visible to those users.”

James Steyer, the chief executive of Common Sense Media, a children’s media ratings and advocacy group, said European regulators had previously fined Facebook for reneging on privacy commitments. Given that history, he suggested that Facebook make a public and permanent commitment to keeping Messenger Kids free of advertising and to not using the app to prime children for grown-up accounts later.

“Why should parents simply trust that Facebook is acting in the best interest of children?” Mr. Steyer asked.

Facebook can ill afford more controversies. The company has been in the cross hairs of Congress over the role it played in the 2016 presidential election, with the spread of fake news and divisive content on all of its platforms. The company has said more than 150 million people across Facebook and Instagram could have seen content linked to Russian agencies.

Still, the company said that issue was largely separate from Messenger. Facebook said its overall mission remained centered on bringing the world closer together.

“We can’t let the current state of things prevent us from doing our jobs, which is to solve real problems in people’s lives,” Mr. Marcus, the head of Messenger at Facebook, said.

Mark Zuckerberg, Facebook’s chief executive, did not weigh in on the start of Messenger Kids. Over the weekend, Mr. Zuckerberg, whose second child was born over the summer, posted on Facebook that he was going on paternity leave.




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